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Blog Vermelho, Cristian

Gimme Shelter

Por Cristian December 19, 2015 202 Comentários
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Perfeito será o dia em que não se precise lembrar ninguém disso para que seja praticado

 

Eu tenho um amigo que tem problemas de insônia desde a infância. Me contou ele, certa vez, que a primeira noite que virou em claro tinha apenas 8 anos!

Com toda a intimidade que a amizade permite, mandei ele procurar ajuda médica. Da mesma forma que a proximidade traz a franqueza ele me confessou num tom de voz baixo e palavras pausadas:

– Cara, eu não durmo bem desde os 4 anos de idade…

Foi quando ele me contou esta história: quando ele tinha aproximadamente 4 anos, pela madrugada, foi acordado com sua mãe sendo arrancada pelos cabelos da cama por volta das 5 da manhã. O horário eu imagino, pois ele se restringiu a um severo “De madrugada, numa hora sem sol, antes do pai sair pra trabalhar como motorista de ônibus…”.

Antes de continuar a história cabe uma ambientação. A Família, ele e seus pais, eram pobres. Residiam em uma casa que dividia o terreno com sua avó materna, vulgo “nos fundos”, em que as divisórias eram feitas pelos móveis da casa: um guarda-roupa de três portas, uma estante onde ficava a televisão ainda sem cores e uma cortina que fazia as vezes de porta para o leito do casal, que, por falta de recursos, acomodava o unigênito em seu leito já que ele não cabia mais no berço.

Já ambientados, descongelemos a cena… Vou dando detalhes criados por minha imaginação lastreados pelo que meu amigo, que chamarei de João*, me contou: João acorda de supetão na cama e põe-se sentado nela enquanto vê o pai arrastando sua mãe pelos cabelos até a mesa da cozinha por ela não ter preparado sua “marmita” na noite anterior. Como não havia porta ele visualiza toda a cena, enquanto houve o choro e sofrimento da sua mãe e a fúria de seu pai.

Foi quando numa reação instintiva sai um grito com voz de criança mas tom de general Romano: PAI, SOLTA A MÃE!!! SENÃO EU VOU CAPAR O SENHOR!

Talvez espantado e surpreendido pelo que saiu da boca de uma criança, seu filho, imediatamente ele solta os cabelos de sua esposa enquanto a criança vê a mãe caindo ao chão, aos prantos, e quando se dá por conta ele está abraçado por ela.

Outra história que ele me contou, e aqui está o link para o que eu quero contar do INTER, é uma que ele tentava fazer uma acrobacia com o triciclo que ganhou de aniversário dos avós paternos (talvez “cumpleaños” de 4, talvez de 5 anos…). Tentava ele empinar a dita bicicletinha, quando conseguiu e, por não ter freios, seguiu empinando até bater com a nuca no duro chão de cimento da cozinha. Saiu chorando para o lado da mãe com a mão na cabeça e ouviu um “vai com teu pai”… Foi aos prantos ter com seu pai e ser corrido de volta com um “Ha! Vai com tua mãe”. Ao voltar com os olhos cheios de lágrimas e a cabecinha de dor foi recepcionado com um pano de prato estalando em seu corpo. Não teve dúvidas, se meteu embaixo da mesa com sua dor e choro para esperar o sofrimento todo passar.

– Porra! Tu igual a um cachorrinho…

– Quase isso, Cristian. Quase isso – Me dizia ele com o olhar perdido no horizonte.

Nisso do sono eu acho que consegui ajudar ao João. Como hoje sua mãe está bem, numa vida tranquila e próspera, sugeri que ele ficasse pensando enquanto fosse dormir: “ninguém vai machucar minha mãe… tudo está bem agora”. Parece que resolveu.

Algum tempo depois seus pais se divorciaram, na verdade é a única data que João tem certeza pois lembra de ter lido na certidão de divórcio que na data ele tinha pouco mais de cinco anos.

Só uma “mania” que ele adquiriu nesse período traumático é uma que eu acho engraçada, mas vá lá: ele não mexe nem por decreto em bolsa de mulher. Não abre nem se a dama estiver morrendo e a salvação estiver dentro. Eu brinco que ele é o homem perfeito, a mulher pode guardar até as coisas do amante que ele nunca vai saber. Descobri isso quando a namorada dele pediu para que ele pegasse algo na bolsa dela que estava a dois passos de nós numa festa de nossa turma. Ele atravessou a casa toda pra levar a bolsa até ela.

– Caralho, João, quanta obediência!

– Não enche o saco, Cristian. Meu pai pegava a bolsa escondido da minha mãe e abria na minha frente pra roubar dinheiro dela…

Foi o gole mais pesado de cerveja que eu sorvi em toda a minha vida depois de ouvir isso.

Bem, saindo do assunto Pré-Lei Maria da Pena (caso o Louis e mais alguém não conheça clique AQUI – Lei Federal 11.340/06) e aterrissando no assunto INTER… Muito do que acontece com o INTER talvez se explique pela sindrome do menino embaixo da mesa. A acomodação institucional, o “é pouco mas tá bom”, possivelmente venha de alguns traumas. Não estou comparando qualquer violência com a situação do clube.

Fato é que esses e outros acontecidos na infância do João façam ele ser menor que suas potencialidades. Ele é o cara mais inteligente que conheço, em um teste de QI feito pelos alunos do colégio ele teve 25 pontos acima do segundo mais alto, mesmo tendo um desempenho escolar que pra ser fraco tinha de melhorar muito. Conformou-se com um emprego de professor, com salário mediano, mesmo sendo convidado para trabalhar em uma multinacional. Trata bem as pessoas, é um cara legal, engraçado, divertido e alto-astral, assim como é carinhoso com sua filha… Mas no fundo do olho a gente sente que ele não está 100%. Talvez porque saiba que ele poderia ser mais. Possivelmente porque preferiu se contentar em ficar “longe do rebaixamento” (emprego certo e garantido) do que brigar pelo título (trabalhar no que faz ele feliz).

Parece que quase quarenta anos depois ele ainda vive embaixo da mesa. Essas coisas eu não falo pra ele, penso que cada um deva levar a vida a seu modo. A vida é de cada um. Me restrinjo a pitacos.

Mas no Inter eu não quero me limitar a sugestões. Quero e cobro ações para ser o maior clube de futebol do mundo. Não merecemos nada menos que isso. Que parem as comparações com times medianos como o vizinho da cidade e que se mire em feitos relevantes, como canta nosso hino. E pra isso começar tem-se de levar a sério a palavra que não pronuncio mais (a palavra proibida é planejamento), não contratar mais nabas, se livrar das que estão em casa, só pra começar…

Vocês acham que podemos esperar alguma coisa para esse ano?

Eu não tenho certeza, por isso prefiro cobrar ações. Não pode um clube com a expressão do nosso favorito estar desde 1979 sem ganhar o campeonato brasileiro. Pra ter uma ideia, eu nasci em 1980. Pra mim esse tempo sem brasileirão é uma eternidade, é mais que toda minha vida!

É preciso foco de 101% no brasileirão. Gauchão que vá longe, perder esse campeonato de várzea esse ano será um favor. Copa do Brasil e Sulamericana meros treinos de luxo. Só temos um campeonato esse ano, e não quero ninguém embaixo da mesa!

Cuidemos das meninas e pra cima deles INTER!!!!

 

 

PS: essa música ficou todo o 1997 tocando na minha cabeça em segundo plano até que em dezembro eu descobri qual canção era. Finalmente tenho um post pra compartilhar   \o/

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