Internacional 1 - 2 Cruzeiro (Gols: Kaio Jorge 11', Matheus Pereira 64', J. Carbonero 83') RB Bragantino 3 - 1 Internacional (Gols: Fernando Santos 18', Juninho Capixaba 45', Tiago Volpi 52', B. Aguirre 79') Próximo: Atletico Paranaense x Internacional - 25/07 18:30 Próximo: Internacional x Flamengo - 29/07 19:30 Próximo: Internacional x Corinthians - 02/08 19:30
Internacional 1 - 2 Cruzeiro (Gols: Kaio Jorge 11', Matheus Pereira 64', J. Carbonero 83') RB Bragantino 3 - 1 Internacional (Gols: Fernando Santos 18', Juninho Capixaba 45', Tiago Volpi 52', B. Aguirre 79') Próximo: Atletico Paranaense x Internacional - 25/07 18:30 Próximo: Internacional x Flamengo - 29/07 19:30 Próximo: Internacional x Corinthians - 02/08 19:30
Retrospectiva do Inter, SchroderEUA

1913: A Febre da Bola, a Casa Nova e a Primeira Taça

Por Schroder_USA May 24, 2026 0 Comentários
Lido por Schroder_USA Ouvir este post
5
(18)

Chácara dos Eucaliptos em 1913 / Imagem ZH


1913: A Febre da Bola, a Casa Nova e a Primeira Taça

Se você abrisse o Correio do Povo em Porto Alegre no ano de 1913, leria sobre uma cidade que crescia a passos largos. A eletricidade já iluminava as noites do Centro e a rede de bondes elétricos se expandia, conectando os bairros. Mas engana-se quem pensa que o futebol já era a paixão unânime de todo o povo gaúcho. Naquela época, a alta sociedade e as gerações mais velhas torciam o nariz para aquele esporte “violento” jogado com os pés. O verdadeiro prestígio estava no Guaíba, com as elegantes provas de Remo (Regatas), ou no bairro Moinhos de Vento, onde o Turfe (corridas de cavalos) reunia os homens de cartola e as damas da elite aos domingos.

No entanto, nas ruas e nas várzeas, uma verdadeira revolução estava acontecendo. O futebol havia fisgado a juventude e as massas. E nessa disputa por corações, o cenário era claro: enquanto o Grêmio mantinha a aura de clube da elite tradicional teuto-brasileira, o Internacional, fundado sem restrições de classe ou origem, via sua torcida explodir. O “Clube do Povo” era o destino natural de estudantes, trabalhadores do comércio e operários que queriam jogar ou simplesmente gritar à beira do campo. O Inter já tinha, de longe, a torcida que mais crescia na capital.

A Mudança Definitiva: Adeus Várzea, Olá Eucaliptos!
Se em 1912 o Inter ainda dividia o espaço público do Parque da Redenção e apenas planejava uma mudança, em 1913 o sonho tornou-se realidade. No mês de maio, o clube mudou-se oficialmente para a Chácara dos Eucaliptos, no bairro Azenha. Foi um salto colossal de infraestrutura. Pela primeira vez, o Inter tinha um campo exclusivo, cercado de árvores e com pequenas arquibancadas de madeira onde a massa colorada podia se espremer para apoiar o time.

Mas como um clube popular, formado por jovens e trabalhadores, conseguiu seu próprio campo? A resposta estava na união e no aluguel. O terreno não foi comprado; ele pertencia ao Asilo da Providência, uma instituição de caridade de Porto Alegre. O Internacional negociou o aluguel da área para uso esportivo. Sem o aporte financeiro de grandes famílias ricas, o dinheiro para construir o campo veio do suor e da contribuição dos próprios sócios. Com os fundos arrecadados mensalmente e muita mão de obra voluntária, os colorados cercaram o local com tábuas de madeira, construíram vestiários simples com telhas de zinco e ergueram pequenas arquibancadas escoradas nos próprios troncos dos eucaliptos que davam nome à chácara. Era um estádio modesto, mas era a primeira casa do Clube do Povo.

A Glória Inédita: O Primeiro Título Invicto
Com casa nova e a torcida empurrando, o time de 1913 entrou no Campeonato Citadino (organizado pela LPAF) para fazer história. O torneio foi marcado por turbulências nos bastidores. Após divergências sobre arbitragem em uma partida, o rival Grêmio abandonou a Liga. Mas o Internacional não tinha nada a ver com isso e sobrou em campo.

Diferente da inconstância dos primeiros anos, o Inter de 1913 era uma máquina. Liderados por jogadores como o capitão Carlos Kluwe e os atacantes Túlio e Francisco Vares, o time aplicou goleadas impiedosas, como os dois 6 a 0 sobre o Colombo e um contundente 5 a 1 sobre o Frisch Auf na reta final, partida que selou a conquista.

O Internacional terminou o campeonato como o grande Campeão Citadino, de forma invicta. Foi a primeira taça oficial levantada na história do clube. Aquele time provou para Porto Alegre que o futebol não era uma “moda passageira” e que o Clube do Povo havia chegado para dominar o Estado. Mas a festa pelo primeiro título não duraria muito em paz. Enquanto nuvens sombrias começavam a se formar do outro lado do Atlântico, ameaçando mergulhar o mundo inteiro na escuridão de uma Grande Guerra, os gramados de Porto Alegre estavam prestes a sofrer sua própria ruptura irreparável no ano seguinte…

Resumo Estatístico de 1913
Ficha Técnica do Ano:

Presidente: Henrique Poppe Leão.
A grande marca: A conquista do 1º Título da História (Campeonato Citadino) e a mudança oficial para a Chácara dos Eucaliptos (alugada junto ao Asilo da Providência).
Saldo da Temporada (Citadino): 5 jogos oficiais registrados, 5 vitórias, 0 empates e 0 derrotas. Campanha Invicta!
Jogos do Título (Citadino 1913):

Devido à fragmentação dos registros e abandono de alguns clubes, a campanha do título concentra-se nestes resultados mapeados:
Inter 6 x 0 Colombo
Inter 6 x 0 Colombo (Na Chácara dos Eucaliptos)
Inter 5 x 1 Frisch Auf (Jogo do Título)
Inter 2 x 1 Cruzeiro-POA
Inter 4 x 0 São José-POA
A Equipe Campeã (Base):

Russomano (G) | 2. Paulo Mariath (Ary) | 3. Simão | 4. Pery | 5. Carlos Kluwe | 6. Pedro Chaves | 7. Túlio | 8. Galvão | 9. Miller | 10. Fabrício | 11. Francisco Vares.

FONTES:
Arquivo Histórico do Sport Club Internacional (Patrimônio do Clube)
Documentos internos, atas de assembleia e fotografias originais que registram a mudança definitiva para a Chácara dos Eucaliptos, a campanha invicta do Campeonato Citadino e o primeiro título oficial (1913).

RSSSF Brasil – “Campeonato Citadino de Porto Alegre – 1913”
Base de dados estatísticos que confirma o número de partidas, vitórias, empates e derrotas (5 v 0 / 5 v 0 / 0) e o status de campeão invicto.

Museu do Futebol (São Paulo) – Acervo “História do Gre‑Nal”
Relatos de crônicas de jornais da época (ex.: Correio do Povo e A Federação) que descrevem o clima urbano de 1913, a popularização do futebol e a presença de torcedores nas arquibancadas de madeira da Chácara dos Eucaliptos.

Livro “História do Campeonato Citadino de Porto Alegre: 1910‑1972” (Douglas Rambor, José Luís Tavares Maciel & Julio Bovi Diogo)
Fonte acadêmica que reúne fichas técnicas, escalações e resumos de cada temporada, incluindo a campanha de 1913 e a contextualização sociocultural de Porto Alegre naquele ano.

Wikipedia – Artigo “Sport Club Internacional” (seções História → 1913)
Resumo de eventos marcantes (primeiro título, mudança de campo, estatísticas da campanha) com referências a obras citadas acima.

Acervo Digital da UFRGS – Lume (Coleção de fotogalerias e manchetes de 1913)
Imagens de jornais que mostram a multidão nas partidas e a primeira taça levantada pelo Inter, corroborando a descrição da atmosfera da época.

Blog “Colorados Anônimos” (post “Inter 1913 – O Ano da Primeira Taça”)
Artigo de pesquisa que compila informações de jornais, depoimentos de historiadores locais e registros do próprio clube, reforçando detalhes do número de jogos, resultados e contextos sociais.

Essas fontes foram cruzadas para garantir a precisão dos fatos apresentados (número de jogos, resultados, situação da cidade, mudança para a Chácara dos Eucaliptos e a morte da primeira fase de organização do futebol em Porto Alegre).

ESTÃO GOSTANDO DESSA SERIE? ENTAO COMPARTILHEM COM OUTROS COLORADOS NO WHATS E OUTRAS REDES SOCIAS. CLICK LOGO ALI EM BAIXO PRA COMPARTILHAR.

How useful was this post?

Click on a star to rate it!

As you found this post useful...

Follow us on social media!

BLOGVERMELHO.COM

Inter Dê Suas Notas

Vitoria 2 x 0 Internacional
Barradao

Ajude a eleger o Craque do Jogo!

(Vote apenas se você assistiu a partida e uma vez só por jogo por favor)

Titulares

Anthoni

G
5.0

Bruno Gomes

D
5.0

Gabriel Mercado

D
5.0

Jose Juninho

D
5.0

Matheus Bahia

D
5.0

Vitinho

M
5.0

Bruno Henrique

M
5.0

Rodrigo Villagra

M
5.0

Alexandro Bernabei

M
5.0

Rafael Borré

F
5.0

Alerrandro

F
5.0

Suplentes

Bruno Tabata

F • Entrou aos 64'
5.0

Victor Gabriel

D • Entrou aos 67'
5.0

Thiago Maia

M • Entrou aos 78'
5.0

Alan Patrick

M • Entrou aos 78'
5.0

Allex

M • Entrou aos 78'
5.0

Treinador

Paulo Pezzolano

Professor Colorista
5.0