
“Existem pessoas que creditam à sorte o que eu credito à dedicação, suor, perseverança e disciplina” (Fernandão)
06 de junho de 2014, aproximadamente 16h.
O voo 6749 aterrissa no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, e sou recepcionado por uma chuva fina e fria devidamente acompanhada por um céu nublado. Enquanto pego o guarda-chuva para atravessar a pista e chegar a área de restituição de bagagem vou pensando, enquanto arquiteto uma foto para o Instagram, “chegar na Ilha da Magia com chuva é Bullying”. Paradinha estratégica em Floripa pra tratar bem um de meus mimos e correr a meia maratona no dia 08, domingo.
Vinha de uma escala em Guarulhos, que foi minha recepção brasileira na volta de Nova York. Aquela ida ao hemisfério norte que os mais antigos de BV lembram: eu derrubei cerveja quase em cima de uma menina no Yankee Stadium, dentre outras peripécias, teve uma volta de helicóptero sobre a Green Lady e arrabaldes. Mal sabia que helicópero e colorados não seriam bem associados dias a frente daquela saída do chão a bordo do “Blue Thunder”.
Ao acordar no sábado pela manhã, ainda com sono, dou uma rápida olhada em meu tablet e lá está uma mensagem do Louis, The Boss, “triste o que aconteceu com o F9…”.
– Como assim “o que aconteceu com o F9”?! O que aconteceu com o F9?
O google não tem a solenidade do espaço de um jornal, nem a calma que um locutor de rádio informa a partida inevitável, mas de data incerta, de um cidadão da comunidade, muito menos a tentativa de paz na voz de um padre. Mas, sem nenhum cuidado, a não ser a minha ansiedade por esclarecer os fatos, estava estampado nas entrelinhas de cada uma das fontes listadas pelo algoritmo: o Eterno Capitão, agora era eterno… Eis o que aconteceu com o F9, F9… enfim.
Não sei como seria a escalação do time do INTER que pode ser considerado “A” escalação, o “melhor INTER com os melhores de todos os tempos”. Nunca chegaríamos a uma definição por ter divergência em 9 posições, mas, não tenho nenhuma dúvida que esse time do coração de cada colorado conta com Falcão no meio campo e Fernandão com a braçadeira de capitão.
O texto abaixo eu escrevi para a despedida de outro amigo meu, o pai da Julia, mas cabe hoje:



