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Quando a velhice chega para os afortunados ela costuma ser implacável para todo mundo. Vejamos que dias atrás eu me vi, quase que sentado à beira do caminho, tentando encontrar um local que já visitei e revisitei inúmeras vezes, mas por um breve instante já não mais conseguia chegar ao local. Alguns dirão que a rotina do interior está me fazendo apagar das vivências corridas da Capital, mas, a verdade é que, na sua essência, Porto Alegre continua do mesmo jeito e no mesmo lugar.

A velhice, quando chega para aqueles que tem a sorte de alcança-la, repiso, é implacável!

Só que nem a memória mas lacais e adúltera é capaz de me fazer esquecer do maior time da década de 1970 que foi o do Sport Club Internacional, que desfila em campo e, sim, jogava por música. Época em que mesmo aquele que não via o time jogando ao vivo no Beira Rio, pelo rádio era capaz de fechar os olhos e “enxergar” as defesas plásticas de Manga; depois o Benitez, Cláudio Duarte e Vacaria nas alas, também o Cláudio Mineiro; na zaga Hermínio, depois Marinho e Figueroa, depois Mauro; abrindo a meia cancha com a raça do Caçapava, a maestria do Paulo Cesar e do Falcão; sem esquecer de atacantes fenomenais: Valdomiro, Flávio, Jajá, Dario, Escurinho, Lula, depois, ainda, Bira e Mário Sérgio.

Os que faltaram, neste caso, não é por esquecimento e sim pelos limites de caracteres.

Tanto por isso eu quero parabenizar a campanha publicitária lançada ontem, apresentando e divulgando a nova terceira camisa, de uma escuridão tal qual a noite do, hoje, meu Interior. Camisa que faz homenagem aos 50 anos do primeiro triunfo do time que, até hoje, é a “Glória do Desporto Nacional”.

E parabenizo, pois assiste razão aquele que criou a campanha: aquele time desfilava em na “sinfonia perfeita” e jogava por música.  Colocar, ainda por cima, Paulo Cezar como o Maestro, foi de tamanha perspicácia. Eram os Paulos que conduziam a orquestra que era aquele time: Paulo Cesar, o Carpegiani e Paulo Roberto, o Falcão. Enfim, uma homenagem ao Carpegiani… porém, ainda falta fazer o mesmo pelo Falcão.

Há 50 anos o Internacional deu o tom de como seria lembrado o Clube com o melhor futebol da década de 1970: vermelho!

Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão”.

Pouco importa se o manto de homenagem é negro como a escuridão. Aquele time que era sinfonia perfeita e jogava por música marcou seu tempo e fez a sua história em vermelho.

Vermelho em 50 tons!

 

CURTAS                                                                              

– Roger Machado, por falar em sinfonia, é treinador de uma música só. Ao que consta e andam dizendo por aí, vai mandar a mesma formação de sempre para jogar do mesmo jeito de sempre;

– Qual a chance do resultado ser diferente(?);

– Contudo, me repiso uma vez mais: insistir no erro é burrice, todavia, e isso diz muito sobre quem conduz de verdade todo o processo;

– Paulo Cesar Carpegiani e Paulo Roberto Falcão, já deveriam estar cansados de tantas homenagens protagonizadas pelo Sport Club Internacional. Mas…;

– Carpegiani, com quem inúmeras vezes cruzei nos veraneios em Garopaba. E Falcão que tinha (ou tem) uma casa na mesma rua em que anos morei em Ivoti;

– Das minhas decepções acerca do desempenho do jogador Enner Valencia eu já bastante retratei aqui. A ponto de achar que o negócio que estão divulgando até parece bom. E como diria os versos do grande Carlos Colla, Na Hora do Adeus: “Eu acho que vai ser melhor, melhor pros três”;

– Quanto a Wesley, não tenho uma opinião formada. Todavia, é verdade que seus melhores dias ficaram em 2024 e seus números de agora tornam o negócio, igualmente, imperdível;

– Meu receio é que estamos ficando com déficit numérico em algumas posições;

– Vejamos o casos dos centroavantes: Borré, a rigor, não tem registrada a posição na CTPS e Mathias é bem guri ainda, com algumas etapas puladas em exagero. E isso piora muito, ao chegarmos no guri com nome de piloto de Fórmula 1;

– Sábado voltamos a campo e minha expectativa beira a índices negativos;

– Logo, repiso-me: o que fizeram com o Internacional!

 

PERGUNTINHA

E a tua expectativa qual é, Colorado?

 

Quem viu e viveu jamais esquecerá do velho Inter! Saudade dos veraneios em Garopaba…

PACHECO

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