Mais uma vez a sorte do ano estará em jogo. Hoje precisamos vencer e não levar gol. Se fosse a duas semanas atrás acredito que haveria até mesmo um certo clima de tranquilidade. Provavelmente estaríamos disputando pra ver quem iria acertar quantos gols o INTER vai fazer no Santa Fé.
Porém, hoje vai começar tenso pois além de fazer gol o INTER jogará preocupado em não tomar gol. Dependendo do desenrolar da partida podemos relaxar – é o que eu espero. Parafraseando nosso presidente: torcedor torce!
Não sei até que ponto essa expectativa é favorável ou benéfica aos jogadores. Isso pode criar uma tensão, que dependendo de como for encarada vai determinar certamente o resultado do jogo.
Nessa hora cabe um ensinamento da filosofia oriental: viva o momento, viva o agora. Ficar imaginando o que pode acontecer é prejudicial pois gera ansiedade. Os jogadores e comissão técnica devem estar preparados no que eles vão fazer, o que é diferente de ter na mente um filme do futuro.
É preciso, na verdade, pensar no que fazer de suas ações em cada cenário que se apresentar durante o jogo. Não tentar adivinhar o que irá acontecer. Estar centrado no trabalho a ser feito. Assim, mantém-se a mente calma e as ações serão mais produtivas.
Ansiedade em excesso e muita vontade de resolver atrapalha mais do que ajuda. Está aí o Vitor Belfort, sábado passado, que não nos deixa esquecer disso. Foco e determinação não podem ser confundidos com ansiedade.
A diferença hoje vai ser entre jogar com foco, determinação ou medo. Nos últimos dois jogos do nosso time que eu vi, contra Santa Fé e Vasco, o que eu vi foi medo. Parecia que os 90 minutos eram intermináveis e cada segundo que passava uma conquista.
Não deve ser assim. Mas, devemos ter cuidado com o que cobramos. Por exemplo, tem o dito “cair de pé”. Só que isso é balela de perdedor. Quem lembra que a selenike na copa de 1994 não jogou nada? Quem lembra disso, provavelmente seja uma vaga lembrança de que foi campeã do mundo OU, ainda usando a sele-quer-pagar-quanto? de exemplo: na copa de 2010, quem lembra que o primeiro tempo fizeram suco dos holandeses? Imagino que menos ainda e uma vaga lembrança perto de “foi desclassificada”.
“Cair de pé” não existe. Fato! A história, como dizem, é contada pelos vencedores. A gente espera a atuação perfeita, que seja uma atuação perfeita com P maiúsculo. Porém, perfeição, amigos, não existe.
Isso posto, quero apenas duas coisas: que o time não se acovarde e jogue pra ganhar. Ser campeão é a única coisa que me importa. Porque, nessas horas, eu lembro do maior aprendizado que tive no futebol. Isso aconteceu enquanto eu acompanhava dois primos meus que jogavam num time de várzea em Santa Maria. Lá pelos idos de 1989 eu ouvi a seguinte frase:
“Não importa fazer jogadas bonitas, dribles… Ninguém lembra disso. O cara tem de consagrar o time (ser campeão). Essa é a única forma de ser lembrado… Minto! Só se tu consagrar OU afundar o time. Mas o segundo jeito não é muito bonito. De resto, ninguém lembra o que acontece no campo, só o resultado. A partir disso que vão buscar o que o cara fez… E se foi campeão sempre é craque!!!” (largas risadas)
Infelizmente eu não lembro o nome do filósofo varzeano que proferiu a sentença (para dar ares nobres). Talvez nem ele lembre que disse isso. O que importa é o fato de ser uma verdade. Quem lembra primeiro dos toques de ombro do Pato no jogo em Tokyo sem lembrar primeiro que fomos campeões?
Então gente, bola no chão, cabeça alta, punhos em guarda e façam as apostas certas. Entre o lance de efeito e a efetividade espero não precisar ensinar o que é mais importante.
E chega de teorias e blablablá… O que eu quero é preparar meu picadinho, destampar uma gelada e no fim comemorar a vaga para jogar a seminal.
AGUIRRE, FAÇA AS APOSTAS CERTAS!!!
https://www.youtube.com/watch?v=H9fyOFefirQ

