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Cristian

Futebol

Por Cristian April 26, 2016 836 Comentários
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Foto Ricardo Duarte / site do INTER

Classificados! Mais uma final a vista. Parabéns rapaziada! Entregaram a primeira encomenda, agora tem de trazer o título para o gigante pela sexta vez nos últimos seis campeonatos. Tudo começou em 2008 com um retumbante 8×1 nesse (quase) mesmo Juventude no já distante 04 de maio daquele ano.

Digo que tudo começou porque se não fosse um descuido pra uma inoportuna intromissão do Brêmio em 2010 estaríamos brigando para sermos eneacampeões (nove vezes campeão) e não hexacampeões. Os números impressionam, apesar de não ser alardeado pela imprensa, dos últimos 14 campeonatos regionais (2002 – 2015) ganhamos 11 e perdemos 3 sendo que essas taças foram embora por dois empates com o time “ainda” da Azenha em 2006, Por uma eliminação na fase de mata-mata em 2007 – ficamos em sétimo naquele ano e, por fim, um placar agregado de 2-1 em 2010.

Caralho! Mesmo sendo regional, é muita coisa. É muito mais do que “os anos dourados” daquele time favorito de certos setores da imprensa gaúcha.

Será, se conseguirmos bater no Juventude, a vigésima taça no século 21, sendo 20 taças em 16 anos. Nada mal. Esse feito é acima até mesmo do que conseguiu o mítico Inter dos anos setenta comandado pelo Falcão, The King. CLARO QUE estamos falando apenas em números contra números, não estamos medindo qualidade, importância e nem colocando sob o mesmo céu as duas eras, completamente ímpares por sinal. Mas, ainda assim, não é nada nada mal.

Fico pensando o que houve com o time quando passou por um hiato de glórias. Não gosto de crucificar ninguém. Uns vão crucificar o Asmuz, digamos que no mínimo ele não “deu sorte” em vender o Falcão e logo em seguida perder o Batista pra um cheque sem fundo até hoje não honrado. Não que serem os maiores craques do time… Tá, chega de ironia. Foi muita burrada, mas era uma atitude esperada, por ele ser um ex-automobilista, pode ser considerada previsível de quem era piloto de “carreras” (vídeo feito pela bela filha do homem, Roberta).

Pilotos tem um espírito mais aventureiro e arrojado, arriscam tudo em busca de uma vantagem que leve a uma ultrapassagem. Só que tentar isso nos negócios do Falcão e do Batista, fez com que essas duas “tentativas de ultrapassagem” jogassem o carro colorado contra o muro e abriu espaço para o crescimento da concorrência.

Não acho coincidência o brother Grêmio (irmão, afinal, parente a gente não escolhe, atura) ter conseguido as maiores façanhas até então. O José Asmuz foi presidente do Inter na primeira investidura nos anos de 1980/1981. MAS, como desgraça pouca é bobagem, deram uma segunda chance ao rapaz entre 1990/1993 e, de novo, digamos que ele foi meio, sei lá… Katayma? Vai ser azarado assim lá pros lados da Azenha/Humaitá!

Mas sabe que nem o Asmuz, nem a dobradinha Asmuz e Zachia se revezando nos anos 90, nem mesmo o Luiggi são os únicos responsáveis pelas desgraças (Divirtam-se crucificando Presidentes e/ou Técnicos). Eu tenho paixão natural por sacrificar os dois. O primeiro porque contrata (ou demite/vende), já o segundo porque escala (treina ou destreina) o time.

Mas, francamente, não são os únicos responsáveis. Honestamente, o papel de vilão é nosso. A razão disso está bem antes das escolhas. A causa de sermos vilões é a forma como encaramos futebol e, em consequência, nossos marionetes agem de acordo com nossas expectativas. Desculpa aí presidente, foi mal treinador, mas vocês não fazem nada além do que tentar atingir nossas expectativas.

E agora chega o ponto que eu queria tocar e explica o porquê do futebol estar tão feio, chato e previsível.

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Franciele Perão / Divulgação Instagram

Se alguém perguntar qual o meu tipo favorito de mulher, repondo sem pestanejar: bonita. Não me importa se ela for loira, morena, ruiva ou de cabelo tingido. Algumas chamam mais atenção, mas, com certeza, as bonitas agradam sempre.

Já se essa mesma pessoa me perguntar: qual teu perfil de jogo de futebol favorito? Preciso pensar, analisar…  sem chegar numa conclusão convincente. Jogo bem jogado é um conceito muito amplo e infinitamente menos tangível do que o conceito de uma mulher bonita. Certamente, uns acharão mais bela, já outros achrarão menos. Porém, uma mulher bonita sempre vai ser entendida como interessante.

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Natascha Encinosa / Divulgação Instagram

Já o único ponto de consenso que se encontra no futebol hoje é um: não perder. Daí vem o erro de subentender que ganhar é uma consequência natural. Mas, amigos, sejamos francos: não é a mesma coisa. Quando se prepara o time pra não perder, não significa, automaticamente que teremos uma busca pela vitória.

Bem diferente daquele INTER dos anos 70. Já é tão inter anos 90…

Vou seguir nisso no próximo post, apenas lembrem que jogar para não perder nem sempre quer dizer jogar para ganhar. Pensem nisso vendo o carrossel holandês.

 

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