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Cristian

Paraquedas

Por Cristian August 19, 2015 419 Comentários
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E mais uma vez vamos ver a velha e batida história da solução mágica, do improviso, do novo arranjo pra desfazer o “desarranjo” (no sentido que minha avó paterna usa: diarreia). Milhões jogados no ralo. Não bastasse as dívidas herdadas da gestão incompetente exercida pelo Giovani Luigi foi preciso criar novas com rescisão de contrato e por mais um técnico na folha até o final do ano que vem. Não falo do Argel, mas sim o gasto extra com a rescisão do contrato com o castelhano.

Na gestão do clube, dos últimos anos até agora, transitamos por dois extremos: a total apatia e delegação de responsabilidades – mesmo que algumas inalienáveis – da era Luigi para a macheza extrema do Piffero. Nosso presidente “testosterona man” pode ser chamado de muitas coisas, menos ser dito que não tem opinião, atitude e chama pra si a responsabilidade.

Mas não quero que isso passe a impressão de elogio. Seu estilo de gestão soa pra mim um “padrão Kamikaze”. Eu escrevi em algum lugar aqui pelo blog que seu estilo extremamente duro e carrancudo de gestão, onde as outras pessoas são tratadas como “abençoadas por ouvir suas sábias palavras”, é muito bom pra tocar uma obra, agora pra gerir um clube de futebol profissional, um lugar cheio de interesses, é ruim. Tem causado mais danos e prejuízos do que qualquer efeito positivo. Seu perfil seria ótimo em outras funções dentro do clube, mas a posição de presidente não tem sido a mais adequada até agora.

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Imagino o Piffero: “agora eu conserto essa porra DO MEU JEITO”

E o Argel? Pra mim é um cara que eu convidaria fácil pra um churrasco não pra ser técnico do clube. Boa praça, de boa índole e com uma história de superação. Até mesmo para palestras ele seria uma pessoa muito indicada, com ressalvas a algumas regras de português que ele ignora… MAS, se até o Lula que, segundo suas próprias palavras, não gosta de ler porque tem preguiça ganha milhões com palestras… Melhor deixar esse assunto pra lá.

Voltando ao Argel, pra mim, como técnico de futebol de primeiro escalão, até que me prove o contrário, ele é um mero distribuidor de coletes com padrinho forte (Bem quisto na RGT-jr, na FGF…). No último domingo tivemos o enfrentamento de duas escolas: a tradicional, capitaneada pelo Wanderlei Luxemburgo – outrora o melhor técnico do país; e a dos emergentes onde agora está com destaque o Argel. E o que vimos de diferente além de algumas gracinhas (por isso a Mary Poppins na capa)? NADA!

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“Eu não tenho nada com isso! A culpa não é minha, vim porque me convidaram”

Se o Aguirre teve um mérito, e isso não pode ser tirado dele, foi de valorizar jogadores formados no clube e por eles pra jogar.

Quanto ao nosso novo “entrenador” alguns dirão que precisa de tempo pra por em prática todo seu método. Mas eu não vejo método em distribuir coletes, dar uns gritos e mais algumas coisas de “motivadores”. A merda do nosso futebol é que tudo é empírico, não tem método muito menos ciência. Em nosso futebol qualquer loco faz o que quer e ele está certo enquanto ganha, até a hora da derrota quando ele passa a ser o errado.

Temos de ponderar o seguinte: nosso INTER pela sua história, perfil e tudo mais tem de ser tratado e dirigido como um clube de ponta em nível mundial como ele é. Um dos gigantes mundiais. Mas até agora temos uma linha de conduta e escolhas que se aproximam mais da várzea do que da Champions ou Premier league.

Falha no planejamento? Mas qual planejamento e escolha técnica na tomada de decisão tivemos no futebol que fosse além do “acho que vai dar certo es-se… da-qui” (bem ao som de “ma-mãe man-dou…”)? Não? Então vamos lá: Nilmar veio pra ser o jogador de um jogo só e arrombar ainda mais os cofres do clubes; Aránguiz, infelizmente, nunca chegou do chile. Anderson cultivando a sua barriga de cerveja portoalegrense; Aguirre e mandado embora assim que encerra o projeto “missão Tokyo” sem nunca ter recebido respaldo público pra desenvolver seu trabalho, a direção sempre com um pé dentro e um pé fora… Só pra citar alguns exemplos.

Quem é que contrata e escolhe os nomes? Meu cachorro? Onde está a valentia em levar um projeto (se é que um dia existiu além do “a-cho-que-vai-dar-cer-t0…”) até o final para que as coisas tenham continuidade. E, mais importante, onde está a transparência nas finanças do clube que é prometida desde que o Fernando Carvalho foi candidato a eleição pela primeira vez?

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Possível responsável pelas escolhas e contratações. Nas horas vagas faz bico de emoji no WhatsApp

“Torcedor torce” e sustenta tudo! Porque se não fosse a torcida, dentro da qual incluo o ilustre Sr. Presidente, o clube não tem razão de ser. É pelo entretenimento dos fãs que o clube existe, existiu e é isso que vai manter ele vivo: a torcida. Mas, parece que somos uma “coisa” meio secundária as vezes que até incomoda.

Se não tivermos a mudança de mentalidade nunca vamos evoluir. Precisamos de três coisas básicas pra sair de vez da mesmice: primeiro profissionalização de fato pois, me sinto quase como falando em virgindade ou qualquer outro assunto tabu de tão gasta e mal empregada a palavra profissionalização no futebol. Profissionalizar não é dar nomes bonitinhos para as funções, é montar uma estrutura com poderes, capacidades, habilidades e recursos adequados para tomar as decisões sob um prisma técnico trazendo valor ao clube com a redução de riscos. A segunda coisa é planejamento, olha aí mais um tema tabu, mas planejamento vai além de manter um técnico, é ter um plano diretor funcionando como a consciência de uma pessoa, um plano as vezes precisa de ajustes e mudanças, porém, nesse plano diretor que falo estaria as diretrizes básicas para qualquer um, inclusive um mico de circo que sente na poltrona da presidência olhasse aquele documento e veria “bom, esse é o perfil que os torcedores querem do clube… logo, precisamos procurar pessoas que ajudem a conduzir o clube por esse caminho”. E, por fim, mas não menos importante, é a gestão financeira profissional do clube com elaboração de um código de penalidades onde os dirigentes respondam solidariamente pelas decisões tomadas. Não é mais possível permitir que alguém use o clube como se estivesse jogando banco imobiliário e gastar de maneira desregrada e sem compromisso com o futuro do clube, comprometendo rendas que ainda não foram geradas e com isso inviabilizando a concretização de planos.

Piffero, nosso projeto Tokyo voltou pra gaveta e essa está na tua conta. Qual será a próxima Mary Poppins? (aquela contratação que vem pra fazer uma gracinha, levar a culpa, consumir nosso dinheiro… e vai embora)

 

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