Internacional 3 - 2 Athletic Club (Gols: R. Borre 21', Ian Luccas 38', Allex 44', Ian Luccas 67', A. Bernabei 69') Coritiba 2 - 2 Internacional (Gols: J. Lavega 28', R. Borre 69', Rodrigo Moledo 84', F. Torres 90') Próximo: Internacional x Vasco DA Gama - 16/05 18:30 Próximo: Vitoria x Internacional - 23/05 17:00 Próximo: RB Bragantino x Internacional - 31/05 11:00
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Nestor Pacheco

BAILADO

Por Nestor Pacheco February 5, 2026 0 Comentários
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Talvez nunca tenha contado por aqui, mas foi num baile que conheci a Dona Mari. Embora ela tenha nascido em Porto Alegre, sua família era da serra e quis o destino que num fandango de interior eu tenha visto aqueles olhos verdes pela vez primeira. Confesso que fiquei abalado de tal forma por aquelas pérolas, que fui acometido de imediato por uma estranha timidez. Travei. Não parava de cuidar a minha futura prenda, mas tampouco detinha coragem de tirá-la para dançar.

Logo eu, tão acostumado a grudar terneiro a unha numa mangueira, não conseguia superar o risco de um singelo “não” da morena mais linda do baile.

As horas foram passando e o fandango foi chegando ao fim. Minha esperança na retomada da coragem se esvaía e a dela de que eu deixasse de lado o desassombro, também. Ao menos foi o que me confidenciara tempo depois. Pois quando o gaiteiro anunciou o último chamamé da noite, não uma valsa, ou xote ou vaneira, eu entendi, enfim, que era a minha última chance.

Que não desperdicei!

O lado mais angustiante de ser torcedor Colorado nos dias de hoje é que, minutos antes da bola rolar, topávamos um empate amigo sem pestanejar; só que com o interminável soprar de apito final do décimo segundo jogador do lado de lá, a sensação fora de desalento, afinal merecemos uma vitória.

Foi uma atuação madura, dentro de nossas possibilidades e limitações, de um time titular razoável para bom, contudo que ainda padece quando precisa se socorrer de suplentes. O desafio, que já vem da fatídica temporada anterior, é assegurar em condições de igualdade, o melhor número de jogadores com status de titular, para que a necessidade de reposição ao longo da partida deixe de ser um tormento e passe à categoria de perspectiva. Com o mental dos nossos ‘heróis’ sendo recuperado aos poucos, diria que não será difícil para o técnico administrar o número mágico de dezoito titulares.

Os dezoito do forte.

Uma dança com Dona Mari bastou para eu ter certeza de que era ela a mulher da minha vida. Não foi a melhor dança, o meu melhor desempenho; ela, afinal, também estava nervosa com toda aquela situação. O caminho aberto com aquele bailar de uma paixão que se iniciava a cada volta do salão do povoado, todavia, era a garantia de que boas coisas a partir dali estavam por vir.

O time do Internacional aos poucos está sendo moldado e a cada nova partida, definir um padrão ensejará numa melhor desenvoltura em campo. Obviamente, não trará a certeza de sucesso sempre, algumas derrotas desalentadoras haverão de acontecer, só que saber o que quer é meio caminho andado. É quem não sabe pra onde vai que não chega a lugar nenhum.

Aquela primeira dança com Dona Mari, já no apagar das luzes do baile, não foi a garantia que o amor certamente galgaria entre nós, mas certamente foram os primeiros passos duma paixão que se viu nascer. Outros fandangos surgiram e o nosso bailado foi ficando cada vez mais aperfeiçoado. E todo o resto é uma linda história.

O empate, ontem, não foi o melhor resultado dadas as circunstâncias da partida; mas certamente haverá de ser os primeiros passos para com uma temporada de campanha segura do time, que haverá de se encaixar cada vez mais num bailado da bola ir se aperfeiçoando jogo após jogo.

E, com sorte, todo o resto será uma linda história feliz.

 

CURTAS

– Papa Pezzolano é um bom treinador, que sabe o quer e não se perde na primeira curva. Ainda pode e vai melhorar e, com isso, creio que acertamos na escolha;

– Nosso Técnico não tem medo de mexer no time e ter de lançar a sorte num Bruno Henrique da vida não é culpa sua, porém de quem só lhe oferece isso;

– Rafael Borré fez um gol de centroavante e um belo gol ainda por cima. Que possa, enfim, estar no seu ‘ano de estreia’ no Colorado;

– Chegou Alerrandro, profissão centroavante. Já entrou ontem e mostrou do que é capaz. Será muito útil;

– Meu amigo Pablito, doble chapa que mora em Sapiranga, faz tempo que já falava no “prejuízo Bernabei”, enquanto todos nós retrucávamos. Certo estava ele, um visionário;

– A falta de bola e de ambição é o que impõe buçal em muito boleiro. Café Aguirre que o diga: ficou com medo de fazer um gol;

– Custei a acreditar ser Paulinho um volante mesmo a ainda acho que pode até jogar mais a frente. Uma grata surpresa;

– Que se apressem para trazer um lateral esquerdo. Titular;

– Maracanã lotado pra ver Paquetá, só que viram mesmo o Gigantão da Zona Sul.

 

PERGUNTINHA

Podemos sonhar com mais?

 

Sim, é possível!

PACHECO

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