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Nem sempre as coisas dão certo. Nós como colorados sabemos bem disso, porque faz tempo que as coisas não vem dando certo. No nível perder uma Copa do Brasil em casa, com onze atrás da linha do meio campo de não dar certo.

Coincidência ou não, parece ter sido contra o mesmo adversário que uma parte da torcida passou a crer que as coisas também não deram certo desta vez. Passaram a acreditar que o título escapou das nossas mãos ao empatar com o Atlético-PR fora de casa. Talvez tenha sido uma espécie de “memória muscular” devido ao confronto com adversário tão dolorido. Mas venho demover os leitores desta tese.

Se nós não acreditarmos, quem vai? Podem apostar que estamos sozinhos em busca desta taça. E lembrem que pontos corridos não se ganha em confrontos, mas sim em pontos. Estamos sim no páreo, talvez até mais que antes. O próprio Flamengo tomou um rodião do Atlético no mesmo estádio, o que quer dizer que temos um ponto de vantagem sobre eles.

Mas não quero me esticar no “é possível sim, porque fazemos X pontos, o Flamengo Y, faltam Z”, e etc. Estes cruzamentos e cenários matemáticos são muito legais para quem não assiste futebol, mas quando aparece o Abelão mascando chiclete na beira do campo, penso que se vá tudo para o capeta.

Sobre o jogo, não vejo o desastre que muitos analisaram. O Internacional “acuado”, com “postura medrosa” ou coisa do tipo. O Internacional fez o jogo possível, dentro de um cenário adverso, tentou o gol no primeiro tempo e não conseguiu. No segundo, ao realizar as substituições, Abel melhorou o time também. Ou seja, foi um jogo de momentos bons e ruins, mas dentro do possível. Pode ter parecido pior se compararmos com os jogos mágicos que estávamos fazendo, mas foi um jogo para se manter no campeonato.

Credito nosso jogo possível ao “campo” do Atlético. O esporte é totalmente adaptado. Deveria ser proibido. Os jogadores do Atlético, por mais limitados que sejam, se tornam craques naquele society, eles sabem como buscar a bola na hora de adiantar para o drible, sabem que se chutar do meio da rua a bola vai no gol. É uma armadilha. Acho patético o time precisar de um esquema desses pra ser competitivo, e não vejo mérito nenhum neles – nem no clube nem no time em campo.

Mas voltando a falar do campeonato, lembro que temos um confronto direto com o Flamengo, e uma tabela bastante vencível, se nos mantermos concentrados. Temos que vencer o próximo jogo para a peteca não cair, mas não estamos, por enquanto, fora da parada. Aos amigos menos crédulos ou mais matemáticos, deem ao Abel mais um voto de confiança. Ele entregou o Grêmio numa bandeja para vocês, e ele entregou o mundo numa bandeja para vocês. Ele não vai explicar, eu não vou explicar. E não precisa. Torcer não é sobre isso.

P.S.: O que não pode se repetir é a escalação de Rodrigo Lindoso. Se teve uma parte de medo ou preguiça do Internacional em campo quinta-feira, esta fração eu dedico toda a este que é o pior jogador do nosso elenco. Sim, pior que o Marcos Guilherme. Porque o Marcos Guilherme consegue correr. O Lindoso não consegue fazer nada, e ainda contagia o time com seu ritmo de férias. Não vejo saída para o Internacional que não passe pela escalação do Dourado até o fim do Brasileiro (o talismã que nos botou na disputa do título, junto com Abel). E se ele não estiver disponível, que jogue o Zé Gabriel, que em dez minutos foi muito mais participativo que o Lindoso em toda carreira. O que esperar de um jogador do Botafogo?

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