Razão 1: Ajudar o clube a ter receita para fazer investimentos no futebol
- Contratação de Scocco
- Contratação de Forlán
- Contratação de Rafael Moura
- Contratação de Anderson
- Contratação de Ceará (obs.: machucado, mentiu para o clube, custando UM MILHÃO, fora o salário)
- Contratação de Falcão
- Fabinho’s, Bob’s, Lomba’s, e outras dezenas de nabas…
Razão 2: Ajudar o clube a ter receita para não ter que vender jogadores
A propaganda mais enganosa que eu já vi no futebol. Ano após ano, desde que enriquecemos, nossa sina tem sido vender as promessas jovens e comprar refugos como apostas. Por um lado, sendo realista, não há dúvida de que será necessário vender em algum momento, visto que os jogadores querem ir para a Europa e outros mercados, tendo a chance. Mas, se de fato houvesse uma política de não vender como PRIORIDADE, teríamos uma gestão das revelações que nos permitisse ter um retorno NO CAMPO destes jogadores, após sua formação na base, vendendo-os um pouco mais velhos, certamente por um pouco menos talvez, exatamente por não ter na venda a prioridade do clube.
Razão 3: Para poder participar da vida política e das decisões do clube
Você participa, sem dúvida. Mas não decide quase nada ou o faz, digamos, muito indireta e lentamente. Se você for paciente para esperar uns 8 anos e, com sorte, durante este tempo a torcida eleger sistematicamente novas cabeças para o conselho do clube, então talvez a mudança venha. Isso porque as regras atuais tornam a ingerência do torcedor muito difícil. Além disso, não há atualmente oposição real no Inter, e por “real” quero dizer gente que esteja realmente buscando a implantação de novas ideias e transparência. O que há hoje é apenas uma disputa de poder pelo poder, em grande parte ainda influenciada por Fernando Carvalho e seu séquito.
Razão 4: Contribuir com um clube de gestão moderna, vanguarda no futebol brasileiro
Ah, que saudades de 2006. Isso já foi verdade. Éramos exemplo, estávamos caminhando a passos largos numa direção muito interessante, como clube de futebol. E essa visão de um novo Inter foi arrebatadora para dezenas de milhares de torcedores que se associaram, eu incluso. Muitos acham que nos associamos por causa de títulos, o que é de uma ignorância triste. Não. O MSI venceu muita coisa na última década, mas só recentemente nos alcançou (e ultrapassou, não sei) no quadro de sócios. As pessoas não se associam por um resultado, mas por um projeto. E o projeto do Inter era cativante, mas foi outra propaganda enganosa. Hoje estamos com a cara e o futebol da década de 1990, porém ricos.
Razão 5: Ser sócio para ser “mais colorado” que os demais
É curioso. Dizendo assim, tenho certeza que ninguém vai assumir e dizer, “é isso mesmo”. Vão negar, claro. “Quê isso, Pablo, nada a ver!”, dirão muitos. É interessante como a pessoa é capaz de acreditar que não se associou para ser ou se provar mais colorado, mas classifica sem o menor pudor de “gremista” ou “colorado de modinha” quem se desassocia. Não é interessante?! Como explicar estas mentes?
Razão 6: O clube fica, as pessoas passam
Uma variante disso seria dizer: o clube não são as pessoas que estão aí, dentro ou fora. Bem, estou pra ver um clube sem as pessoas que estão “aí”. Ledo engano, o clube é sim o conjunto de pessoas que estão aí. Alguns dizem: “a torcida colorada não merece a segundona”. Vocês conhecem alguma que mereça? A vascaína, a corintiana, talvez? Alguma torcida que ame menos seu clube do que os colorados amam o Inter? Alguma torcida que não apoie e acredite até o último momento, quando vai ao fundo do poço com um rebaixamento? O vascaíno que queria pular da marquise do estádio há alguns anos, ele merecia o rebaixamento? Que ideia mais sem noção, não acham? Não há sentido em afirmar que sim ou que não. É o clube quem merece ou não cair e o clube são as pessoas que o incorporam num dado momento. História não impede a ruína de um clube, como vemos com o Botafogo, o Vasco. Títulos pregressos, mesmo quando são “tudo”, não dão pontos no campeonato atual. O clube passa sim, por causa das pessoas. Ou fica, também por causa delas. Enquanto vocês negarem isso, vão continuar aturando o Pifero e quetais, destruindo o clube. Pois ficam no pensamento mágico, na negação dos fatos, acreditando no imponderável, num futuro abstrato, desligado das pessoas.
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Como nenhuma destas razões se sustenta neste momento, estou feliz de poder finalmente “só torcer”. Não decido (nem nunca o fiz, de fato) e nem sustento. Fair enough.