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Nestor Pacheco

TAÇA É TAÇA

Por Nestor Pacheco May 7, 2026 0 Comentários
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Olhando hoje para trás, nestas mais de sete décadas de peleias, posso dizer que a vida mais sorriu que chorou pra mim. Mas, os trompaços foram muitos. Com a família aumentando e as contas e responsabilidades, também, passei a ser o quebra galho mais dedicado da Repartição. Faltava algum colega em qualquer fundão, lá ia eu tapar furo.

Era o Severino, distinção que se popularizou após o programa ruim de humor na televisão, em que pese o quadro em questão, especificamente, fosse bom.

Virei o queridinho, afinal, não tinha tempo feio para comigo: precisando, lá estava eu. Já um pouco cansado disso, na volta a morada em Porto Alegre eu comecei a dizer não e somado à minha aventura na política da associação dos funcionários, passei de prestigiado a persona non grata. Simples assim e com extrema rapidez. Muita gente com menos tempo que eu já tinha duas ou três promoções e eu nenhuma. Aí surgiu uma oportunidade de chefiar um setor e entendeu o manda chuva por fazer um processo seletivo. Minha expectativa era baixa, mas com toda a minha história ali já sedimentada, participar da empreitada era uma obrigação.

Obrigação tal qual a que o Internacional tinha de levantar a taça, ontem, em Pelotas. Pouco importa a importância da competição e sua redundância, ganhar era sim obrigação.

Na década de 1970 o Sport Club Internacional se consolidou como um dos grandes do futebol e era temido por qualquer adversário que cruzasse seu caminho. Nossa camisa, pois, já envergava o peso das glórias. Em âmbito regional, contudo, nossos feitos relevantes nos remetiam a décadas antes, sendo que as histórias do Rolo Compressor eu ouvia desde criança: Ivo Winck, Alfeu e Nena; Assis, Ávila e Abigail; Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. Um canhão de time, hexa campeão gaúcho em 1945. Invicto. Vejam que Carlitos ainda é, quase 80 anos depois, o maior goleador da história do Inter. O Rolo Compressor não ganhou esta pecha por acaso: passava por cima de qualquer adversário. Sem dó ou piedade.

Logo, em Pelotas ou Porto Alegre; Oiapoque ou Chuí, quando o Internacional entra em campo tem de ser sempre para vencer. Depois, valendo taça, mais ainda. Taça é taça.

Na bola o futebol Colorado foi curto, muito pela clara pouca afeição de alguns jogadores por estarem dentro de campo. A mecânica de jogo não funcionou, sendo que mais para o final tivemos que apelar para a solução prática muito comum em jogos no interior, qual seja as bolas alçadas na área. Tanto empate quanto virada vieram assim e tá tudo bem, afinal, como diria o filósofo Darío, o Maravilha, não existe gol feio, feio é não fazer gol.

Não existe vitória feia, feio é não vencer. Pois também não existe título feio, feio é não ganhar e botar a taça no armário.

Pois eu fiz feio e não virei chefe do setor, nem naquele momento nem nunca. O Internacional, todavia, embora tenha demonstrado algum esforço pela tragédia, fez bonito e foi campeão. Tri campeão!

E na vida que mais me sorriu, hoje a desforra vai por conta do Colorado.

Campeão de Tudo!

 

CURTAS

– Pezzolano reconheceu que vencer era a obrigação e isso me faz pensar que, de fato, ele parece já ter entendido, enfim, o que significa ser técnico do Internacional;

– Quando tirou Alan Patrick, uma vez mais com uma jogada só na partida e no mais uma enceradeira, demonstrou que somente a vitória lhe servia;

– Desculpem-me qualquer viés de ingratidão, mas o segundo gol teve participação de três jogadores que, a rigor, já nem deveriam estar mais fardando o manto Colorado: Juninho, Ronaldo e Rafael Borré;

– Anthoni, justiça seja feita, está pegando confiança e fazendo eu morder a língua. Jornada infeliz do Aguirre na defesa e razoável no ataque. Guri da lateral esquerda ainda pode dar bom;

– Tabata, em que pese a má fase técnica, mostra vontade e dedicação. Thiago Maia, sequer isso. E o pior: é displicente;

– Nada contra ao rapaz Cleiton Sampaio, mas desconfio que não pegue de titular nem em time de segunda divisão;

– Logo, repiso, alguns processos precisam ser encerrados para que outros novos possam surgir;

– No sub 20, embora ninguém fale, caíram muitos e voltamos a vencer. Já não era sem tempo;

– Ainda restam 4 jogos pelo Brasileirão antes da Copa do Mundo e o foco é somar muitos pontos. Como disse já, quando o Inter entra em campo tem que ser sempre para vencer, pouco importa o adversário e o lugar onde a partida acontece.

 

PERGUNTINHA

Feliz com o título, Colorado?

 

Taça é taça e vencer sempre será obrigação. Ponto final.

PACHECO

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