Vitória tranquilizadora, time mostrou confiança, voltamos a jogar de forma consciente e o resultado nos tira da zona de rebaixamento por enquanto.
Claro que não está tudo maravilhoso, mas há uma sensação de que as coisas podem ter se ajeitado, e que conseguiremos escapar da série B antes da última rodada, e jogamos sem Villarga, Mercado e Vitinho, três nomes que considero importantíssimo para o elenco.
Essa sensação precisa ser mantida no próximo jogo, em que pontuar é quase fundamental (não em termos matemáticos) para prosseguirmos.
Em relação ao jogo, nosso goleiro da base fez defesas fundamentais em momentos fundamentais do jogo, e isso foi o diferencial; assim como os gols ocorreram em momentos muito bons do jogo.
Detalhes dos gols, o primeiro, de lateral para lateral, laterais dentro da área é importante.
O segundo, foi de zagueiro para zagueiro, que buscaram interceptar a jogada em escanteio ainda no ataque, em vez de correr para a defesa. Isso é organização e confiança na cobertura.
E o terceiro, de atacante para atacante, com três jogadores na área contra o goleiro. Não tivemos um time de atacante isolado combatendo defensores e goleiro.
Óbvio que o placar de 2×0 facilita a confiança, mas eram 3 jogadores na área adversária, não desistiram ou entregaram a responsabilidade, e vejo isso como ponto importante.
O Inter também correu o tempo todo. 3×0 no placar e jogadores marcando no campo do Botafogo aos 30 minutos do segundo tempo.
Meu destaque vai para o goleiro, que saiu da base, fez defesas importantes, mostrou personalidade ao sair nas bolas aéreas e parece ter uma boa técnica.
Isso também se fazia presente em Daniel, Keiller e Anthoni, todos de boas estreias, todos com bons jogos logo depois, e todos sucumbiram na primeira falha que tiveram. Acho que esse é o diferencial.
Sempre digo que todo goleiro falha, mais cedo ou mais tarde, o frango vem, e a falha pode resultar em derrota, ou não ter consequências no resultado. Mas sempre é uma falha, e como o goleiro se recupera da falha é o que o faz seguir na carreira ou desabar.
Isso porque a confiança é elemento essencial ao jogador, desde o zagueiro que corta ou faz cobertura, ao meio que não perde a bola quando não deveria ou tenta o passe mais arriscado, e aos atacantes que refugam o chute ou o drible.
Só que o goleiro é a última instância, e Daniel, Keiller e Anthoni sucumbiram em suas próprias falhas e se tornaram goleiros sem confiança, e goleiro sem confiança não é um goleiro bom. Torçamos por Kauan.
Não posso deixar de comentar a jogadaça do Aguirre no gol, e lamentar o árbitro, que anulou um golaço e fez vistas grossas em uma série de lances faltosos. A arbitragem brasileira segue perdida na empáfia e respaldo da CBF.