Não comentei o jogo contra o Remo, de tanta raiva que fiquei após o apito final, quando simplesmente jogamos fora dois pontos importantes.
Contra o Galo não foi muito diferente, embora as melhores chances, ou a melhor, tenha sido deles, em grande interceptação do Aguirre.
O time precisa de reforços, já é uma ladainha. E talvez o problema seja exatamente como o Inter tem se reforçado.
Não é terra arrasada, contratamos bem o Matheus Bahia, o Villarga, e Maripán tem surpreendido os céticos. Mas o ataque é uma deficiência de modelo de jogador.
Isso porque fizemos esforços para contratar Alerrandro, Kaique e Calebe, e compramos Carbonero.
Aí a dificuldade em fazer gols parece que só aumenta.
E o perfil, o modelo que o Inter escolhe é o de jogador de ataque que tem medo de atacar.
Carbonero, que, acredito, deveria estar mais em função de armação do que de finalização, tentou colocar as duas bola que recebeu em frente ao gol do mesmo jeito, e errou as duas.
Mas, assim como Vitinho contra o Palmeiras, chutou, tentou.
Calebe, faltando dois minutos para acabar o jogo, na frente do gol, tentou um drible quase na pequena área, não chutou, não reteve a bola, nem escanteio ganhou.
Alerrandro foi uma comédia de erros, mas algo que seria esperado de um jogador que se apresenta acima do peso, bem acima, e não consegue entrar em forma. Alerrandro errou tudo contra o Remo, matou os ataques do Inter, fez uma falta com o adversário de costas para o gol, e já sem a bola, e ainda desviou o chute para tirar o goleiro de ação.
Bezerra já tinha entrado contra o Palmeiras, e foi bem, pelo menos foi inteligente; Alerrandro deveria ser arquivado.
Aí entra Pezzolano, que, sim tem poucas opções no banco, mas não pode ficar dando chances a quem não merece.
Contra o Galo, o time teve expostos seus problemas de jogar com defesas um pouco mais estruturadas, e criou pouco na lentidão de Alan Patrick. Paulinho poderia ter definido o jogo, mas, contra o Remo, tivemos quatro chances só contra o goleiro, e nenhum chute saiu bom; não seria diferente contra o Atlético, um chute onde o goleiro está, no meio do gol.
O Inter precisa de gols, de jogador que tente fazer o gol, que tenha mais fome de chutar, cabecear, se atirar na bola, do que nossos atacantes. Precisamos daquele atacante que chegue na frente do gol e arme um chute forte o suficiente para o goleiro querer desviar, e isso não temos.
Não faço a menor ideia se Sanabria resolve nosso problema, mas acho que um é pouco, e talvez o sueco-brasileiro ajude; mais ainda parece pouco.
Como já escrevi outras vezes, a direção faz muita força para cair, e parece estar conseguindo.