O jogo da seleção só decepcionou os incautos.
Não é possível que se esperasse muita coisa em um time convocado e escalado por pressões externas, notadamente da CBF, sabe-se lá se para agradar patrocinadores, jogadores ou empresários, ou até figurões da CBF.
Assim, tivemos uma escalação horrorosa, com jogadores que, mesmo fora de posição, não poderiam vergar a camisa da seleção. Foi tão ruim o time que se apresentou no primeiro tempo, que Ancelloti precisava se 6 ou 7 substituições para moldar um time minimamente organizado.
Isso passa por Paquetá, um jogador médio para medíocre, que tem deficiência em vários fundamentos, mas joga no Flamengo. Igor Jesus é outro jogador que fez uma partida péssima, junto com Casemiro, Ibanez (ou Ybanez) e o lateral esquerdo que nem sei o nome.
Com tantas atuações muito abaixo de qualquer crítica, não se poderia esperar muito dos bons jogadores que o Brasil tem, e que alguns também tiveram desempenho muito abaixo do palatável, entre eles, Raphinha, mesmo deslocado.
Sobraram, mais ou menos, os dois zagueiros, que falharam no gol, mas que estavam no confronto direto com 3 ou 4 atacantes do Marrocos, ante a ausência de meio campo, Vini Jr., que fez gol em jogada individual, e antes colocou a bola na cabeça de Igor Jesus, e Bruno Guimarães. Alisson foi pouco exigido, e só a imprensa gremista e do centro do país, que acha Hugo melhor goleiro que ele, viu falha no gol.
Mas nada disso foi inesperado, na convocação e escalação já se sabia que não teríamos bom jogo. E isso ficou evidente com os ingressos de Fabinho, Matheus Cunha, e os Danilos, mesmo com o erro de manter Raphinha centralizado.
O problema maior é que o próximo jogo é contra o Haiti, teoricamente um jogo fácil, onde os jogadores de jogos fáceis, os goleadores de placar definido vão se destacar e assim comprovar a titularidade.
Ancelloti sabe que foi contratado para fazer uma transição, por isso não espero compromisso dele com esta Copa do Mundo, mas mesmo assim acho que manchou a carreira ao aceitar pressões absurdas para convocações e titularidades.
De qualquer forma, não tinha esperanças de título ou bom desempenho, mas foi muito ruim ver um time completamente perdido, desorganizado e dependente de jogadas individuais; uma vez mais o Brasil foi com uma seleção sem ter um time para jogar.