Blasfêmias a parte, o Muriel é tão ruim, mas tão ruim que deixa claro a importância de um bom goleiro. Se nas décadas de 80 e 90 tivéssemos um arqueiro tão sem confiança quanto ele imagino que nos dias de hoje estaríamos jogando contra equipes como o Guratinguetá de São Paulo. Digo mais, se tivesse um goleiro que conseguisse transformar a lembrança do grande Maizena (futuro Burile) praticamente em um Buffon imagino que as chances do Tiago e eu estarmos escrevendo no BV seriam pequenas.
A falha do Muriel no Grenal é tão comum a ele que não vale a pena debater. É uma topeira o mister Lacoste! Na minha época de várzea o xingamento mais próprio seria que o Muriel não serve nem pra fazer sabão de tão inútil.
Vamos ser francos, apenas sendo otimista para achar que seria possível vencer o Grenal sem goleiro, sem atacante e com a zaga furada. Mas, voltando a pauta debaixo das traves, me arrisco a dizer que um bom goleiro é mais importante do que um bom atacante. Os dois são imprescindíveis para um time que almeja ser campeão. Porém, a relevância do arqueiro é sem sombra de dúvidas maior. Gol até mesmo o time adversário pode fazer para nós, mas evitar o que seria inevitável (levar gol) ou fazer bem o básico na defesa do gol só o goleiro tem poder para tanto.
O Danilo Fernandes estava carregando o time. A segurança dele nos jogos é que estava nos colocando num patamar acima da capacidade competitiva da equipe no Brasileirão. Agora voltamos a realidade, ou pior que isso graças a nosso amigo goleiro de pebolim, uma zaga de ensino médio, um ataque mais inofensivo do que nerd em festa da faculdade, sem esquecer, é claro, do meio campo mais perdido que vó em rave. Com o irmão mais velho do muso jogando pode acontecer duas coisas, ou é bateu-levou, ou é bateu-rebateu. O motorista do trator não está conseguindo guiar o bruto.
Quanto ao Muriel de novo, podem achar que estou pegando no pé dele (e estou), mas é incrível como a bola “morde” ele. Essa inimizade que existe entre o Muriel e a gorduchinha tem o poder letal de acabar com qualquer esperança nossa (coisas além de jogar para cumprir tabela).
Sem trazer um zagueiro de ponta, um atacante efetivo e um goleiro para a reserva não teremos chance de brigar por nada, nem para não cair. Não podemos esquecer de um dos grandes axiomas surgido e usado aqui no BV: “no elenco não pode ter naba, porque naba que é nada quase nunca se machuca e sempre acaba jogando”. Ou seja, se não tivermos atletas em bom nível técnico para suprir uma ausência causada por lesão, suspensão, casamento, ressacas ou outro imprevisto (previsível) seguiremos sem constância no desempenho. E sem consistência em somar pontos não podemos trabalhar convictos em nada além de manter-se na série A. Convenhamos: QUE BARATEZA!
Enquanto vencíamos o Vasco em pleno Berira-rio e nos tornávamos tricampeões brasileiros invictos num já distante 23/12/1979, a música mais tocada na França era…



