Página em branco. É o que temos daqui pra frente até a final da Libertadores: uma história a ser forjada. O campeonato gaúcho acabou, mas ainda quero falar um pouco sobre isso.
Assisti o jogo final na torcida mista. Foi emocionante estar lá, participando de um fato histórico, digno do trecho que está no hino gaúcho “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Estádio lotado e povo convivendo pacificamente.
Tudo na paz dentro do Gigante, exceto por um pedaço do povo que estava no estádio. Uma pequena minoria, aquele povo atrás do tapume vermelho que aparece no canto da foto de cima – a “torcida” do grêmio.
Logo mais cedo, ao entrar no estádio, não queria ficar próximo dali porque imaginei que podia dar confusão… E deu! 2×1 foi até pouco. Pena ter jogo quarta pela libertadores, porque quando vi o time que o Aguirre montou pra começar a partida eu calculei que seria um massacre com direito a goleada e banho de bola. Ficamos só com o segundo.
O time nitidamente tirou o pé no decorrer da partida, mas mesmo assim houvi uma gremista perguntando meio que assutada, meio que admirada “quem é aquele cabeludinho?”, quando logo em seguida o dito jogador fez um gol. Foi como se dissesse: muito prazer, me chamam de Valdívia! Nilmar estava voando. As inversões de jogo e precisão dos passes do D’Alessandro impressionam até ele cansar. Daí, quando o maestro cansa entra o Alex no Lugar… Foi um bom treino. Ponto Final!
– Só o que me preocupa é a falta de contundência e efetividade nas conclusões: converter chutes em gol. Por exemplo, o Sasha e o D’Ale normalmente batem onde o goleio vai estar. Na verdade todo o time faz isso. PORRA! Tira do Goleiro! Olha onde vai bater e mete a bola fora do alcance para defesa, ou seja, mais perto do pé da trave ou da gaveta, quase rasteira ou mais próxima do travessão. Isso é mortal, meus amigos! Já bater a bola como dá, a meia altura e sem espiar antes onde vai estar o arqueiro é só pra fazer o goleiro aparecer bem numa foto para algum jornal ou site. Felizmente tivemos o desfecho que esperávamos. Espero só que melhorem as finalizações. Nada de consagrar o “guarda redes” adversário, quero o time letal!
Eu tinha uma professora no primário que não gostava muito de passar matéria no quadro. Assim, ela nos ditava a matéria para registrar no caderno e, por conta disso, eu lembro da frase clássica dela para iniciar um novo assunto: ponto, nova linha… travessão
– LIBERTADORES! FOCO E FOME DA CONQUISTA É O QUE IMPORTA.

