Eu gosto dos detalhes. Sou perfeccionista, confesso. Gosto das coisas no seu extremo de excelência. Sabem o porquê? Porque quanto mais se aplica a refinar um trabalho, mais descobrimos que ele pode ficar melhor.
Por outro lado, ao se tirar carga na força criadora, a qualidade das coisas vai se esvaindo sem percebemos até chegar ao ponto de que por mais que exista esforço o trabalho parece sempre ter algo errado e nunca se retoma a velha forma.
São pequenos nuances que fazem toda a diferença. Pode parecer bobagem, mas as vezes a diferença do campeão para o perdedor foi um mero detalhe… Ainda mais no futebol!

Que surja um amanhã radioso de luz… Nuances do Pôr do Sol! Foto Cristhian Vargas – Reprodução do Jornal O Globo, uma das 10 melhores fotos tiradas por drones no Brasil – http://migre.me/qqack
Nesses nuances, não se pode apenas jogar para o gasto. Aprendemos nesses últimos anos que ficar com o kit básico de desempenho tem como recompensa o justo reconhecimento na tabela: andar mediano.
Um ponto, um drible… Um chute certeiro. Gol! As vezes é pouco a mais que precisa para realmente fazer a diferença. Mas esse pouco a mais não pode ser dado de vez em quando. Ele tem de ser buscado sempre, porque não é agendado quando ele será necessário. As conquistas são sempre um processo de construção.
Sinceramente, eu fico com pena de alguns moleques que ao conseguirem alguns bons jogos acham que chegaram a um patamar indestrutível. Moleques, senhores, levem a sério uma velha regra da natureza: tudo flui, “A única constante é a mudança” (Heráclito). É preciso estar sempre se aprimorando, pois a vida, assim como no esporte ou nos negócios é dinâmica. Daí os moleques caem naquilo que eu falei antes de mesmo fazendo muito esforço não conseguem voltar a forma anterior. É preciso manter-se sempre em guarda e não se acomodar.
Mas, pra isso, não são apenas palavras. É mais do que um discurso bonito, é um estilo de vida! Feito todos os dias.

El Capitan se deu conta da necessidade do esforço contínuo. E você aí pensando em tirar atestado pra ficar em casa dormindo. (Foto: Eduardo Deconto)
É muito bonito ver a entrega que o D’Alessandro vem tendo nos jogos. Ver ele dando carrinho no final do jogo, pelas quartas de final da Libertadores com o osso da mão quebrado foi realmente motivador. Espero que esse espírito de luta de nosso maestro passe para o resto do time e se converta em resultados nos campeonatos que estamos disputamos. Nada menos do que ser campeão.
E deixem o Aguirre trabalhar!