Já é chegada a hora de expandir nosso entendimento sobre esporte, entretenimento e a sua relação com futebol.
Numa passagem do livro “Soccernomics” (Simmon Kuper e Stefan Szymanski) que apresenta fenomenos ligados ao futebol com uma explicação pelo olhar da economia, a primeira coisa que chamou a atenção dos que formaram o embrião da FA (Football Association), a poderosa liga de times ingleses de futebol, foi o poder de entretenimento, comoção de pessoas e giro de dinheiro que esse, então nascente, esporte apresentava ao mundo.
Alguns dirão que o esporte não é só isso. Concordo com esses. Porém, é difícil montar equipes que possam brigar por títulos se não tivermos três fatores: escolhas que deem certo, boa gestão e caixa para bancar as duas primeiras. Não tem mágica.
Agora o Beira rio abre suas portas ao Futebol Americano, acenando com a possibilidade de sediar um jogo da NFL, a liga mais valiosa do mundo esportivo.
Acho interessante termos mais opções de esportes em nível profissional para acompanharmos. Mas acabo me questionando, como fica a gestão se nem o futebol, que é o esporte dispersado mais rico e que detém quase o monopólio do espaço para as informações esportivas, se nem ele é gerido em um nível decente, o que sobra para o resto?
Espero que não pretendam ter os mesmo resultados de uma liga que tem quase 100 anos de profissionalismo com jeitinho e improviso. O que acham da ideia de ter o “Porto Alegre Sacis” Para torcer?
Uma coisa que os esportes nos EUA usa bem é a regionalidade da equipe. O time vira um dos símbolos da cidade. Isso é uma coisa que poderia ser usada melhor no Gauchão, profissionalizando efetivamente as equipes, assim como a gestão do campeonato como um todo.
PS: uma coisa que chama atenção na foto de capa do Beira rio e vendo os arquivos do museu do INTER é que o falecido “boné” na verdade era pra ser parte integrante de toda a cobertura da arquibancada superior do estádio que… ficou sem existir até a reforma pra copa “apenas” 45 anos depois, comprovando aquele ditado que avisa: o provisório sempre acaba virando permanente. Pra matar a saudade, abaixo a reinauguração.

