Parece que o brasileirão está na mira. Principal objetivo do técnico, dos jogadores, da torcida, dos dirigentes do clube, até mesmo do tio da pipoca! Tem uma sinergia de intenções pra alcançar esse objetivo e acho que ninguém duvida disso.
Com o acumulo de números incontestáveis por conta do Argel e dos resultados positivos… Seja fora ou dentro de casa, contra adversário histórico ou iniciante, até o alto dessas oito rodadas o desempenho vem sensibilizando até mesmo as cornetas mais afinadas porque é perceptível uma coisa: pode faltar técnica, nunca vontade de vencer. Seja no Sprint do William, sejam as disputas de jogadas ou nas bolas beijando a trave no final do segundo tempo, não faltam provas físicas disso. E nisso, acredito que esteja a mão do técnico.
Tem uma atitude do Argel que eu gosto muito, boa parte porque penso que faria igual se fosse técnico profissional. Quando o time perde ele centraliza as críticas, quando ganha entrega os méritos aos jogadores. E não é apenas um discurso ensaiado, até porque com os erros de concordância e assassinatos do plural que ele pratica a cada entrevista não imagino que seja um discurso artificial, a gente sente nas palavras dele a intenção intuitiva, como se batesse no peito e gritasse: “sou o comandante aqui!”
Com isso, as consequências e responsabilidades são dele! Se escolheu o jogador e ele foi bem, méritos do atleta. Já se escalou e ele foi mal, a culpa é dele pois deveria ter percebido. Ele deixa claro ao mesmo tempo que comanda e que conta com o trabalho, não com a sorte para as vitórias. É como se fechasse dizendo “sou homem e assumo o que faço, valeu?”
Nada mais irritante do que ouvir milhares de vezes a explicação de que a sorte não ajudou. Quem tem paciência ou fé ao ouvir “infelizmente fulano não foi bem, diferente do que pensamos”? Inevitável que mentalmente escape um “Puta que lo Parió!“. Afinal, quem escolhe e quem passou a semana toda trabalhando junto com o jogador pra dizer que foi “azar” o que todos sabem que foi incompetência, cara pálida?
Seja falta de capacidade técnica de armar o time da maneira adequada com os atletas que tinha, ou despreparo na gestão de pessoas para ver qual estava em melhores condições. Antes de esquemas, técnicas e táticas o esporte, qualquer esporte, envolve condição física e emocional.
No esporte de alto rendimento isso é preponderante para o melhor resultado possível, pois o desempenho físico humano nessa condição de exigência extrema é tão próximo que um cisco de motivação e treino a mais pode ser a diferença entre a conquista e o fracasso. Além do controle mental/emocional a repetição até ter excelência nos movimentos fazem toda a diferença.
Dúvidas disso? Olhamos juntos a distância que o segundo colocado chegou do Michael Phelps nas olimpíadas de Pequim. Por exemplo, nos 200 metros borboleta (o estilo borboleta é a especialidade do norte-americano) ele marcou 1:52.03 s (segundo colocado 1:52.70 s), já nos 100 metros ele percorreu em 50.58 s (segundo colocado 50.59 s). Todas as marcas do Phelps na China foram recordes mundiais e, de cisco em cisco, levaram ele a quebrar uma marca que vinha desde 1972 com Mark Spitz.
Spitz ganhou 7 medalhas de ouro nas olimpíadas de Munique/72, Phelps levou pra casa 8 em Pequim/2008, passando a ser o humano (ou sobre-humano, como queiram) que mais vezes fez isso numa mesma edição de jogos olímpicos.
Daí o cara começa a conquistar uns pontinhos aqui, uma vitória ali, sempre com o #PézinhoNoChão e vem a dona imprensa e pá! Já tasca o rótulo de Simeone dos Pampas!
Sinceramente? T.N.C.
O Simeone que é um Argel sem grife! Guardiola tem de aprender muito com o Argeola!
Falando sério, com todo respeito ao ex-volante argentino e ao ex-meio-campista espanhol, no me gusta essa sina MEDIOCRE de querer comparar um feito ou um profissional a outro de origem estrangeira para que tenham grandeza. Argel é Argel, Simeone é Simeone, Guardiola é Guardiola e assim sucessivamente…
Nunca gostei dessas comparações do gênero “é o Pelé do bairro” ou “é o novo Pelé”. Tudo pra mim é legal e engraçado como piada ou Meme, seja na internet ou na mesa de bar. Mas passa a ser medíocre, amador e ridículo se feito na esfera profissional porque quando tu compara automaticamente limita. Ser como “tal” não quer dizer ser bom, tampouco ruim… apenas que é igual a “tal”.
As referências são fundamentais, mas não para ser uma cópia, versão pirata ou “sem grife”. “Reporteros” Sentem lá e aprendam que o tio vai explicar: uma referência não é para que os iniciantes ou aqueles com sucesso em fase inicial busquem ser a nova versão, NÃO! Servem, sim, apenas como r-e-f-e-r-ê-n-c-i-a, ou seja, (papel e caneta na mão…) apenas como o ponto a ser superado em desempenho. Fim! Cada um, seja pessoa ou instituição tem sua própria história e ela é única. Mais vitórias, mais títulos, mais pontos… São consequência de várias coisas, dentre elas nível dos adversários e condições de trabalho. O cara tem um estilo de trabalho que o iniciante se identifica? Ótimo, vai lá e faz melhor. Vocês acham que o Phelps queria ser um novo Mark Splitz ou queria superar o Splitz?

Não tem gordura! Claro que estou falando que o INTER tem de jogar pra somar pontos, sempre para vencer. (#LaCuerpa @Michelle_Lewin on Instagram/Twitter)
Daí vem os Guaipecas com síndrome de “Não sou do Norte” (norte-americano ou europeu) e começam a minar o trabalho alheio. Francamente, as vezes repórteres parecem adolescentes que fazem programas para alienados. Talvez isso explique o porquê do nosso país andar em círculos e nunca ser de fato uma nação respeitada, afinal, ainda não somos tal qual os norte-americanos e europeus….
Enquanto pensarmos assim e não em ser um GRANDE Brasil seguiremos nesse arremedo de pátria, com imitações de times se vitimizando porque os “insensíveis europeus” (agora chineses/árabes) levam nossos melhores jogadores. Até a MLS que é um bebê se comparado ao Futebol Brasileiro já vale mais que as ligas nacionais. Será mesmo que o problema são os outros? Será que o problema é uma lei que permite a um trabalhador jovem exercer sua profissão no lugar que ofereça melhores condições ou é culpa da INCOMPETÊNCIA dos principais gestores do esporte? Uma bala de goma para quem acertar a resposta, se for o Tiago vale um Neugebauer Refeição.
Aqui é SC INTERNACIONAL! Um dos maiores clubes de futebol do mundo! Casa do oitavo Rei de Roma e uma legião de súditos de grande quilate, mais respeito antes de fazer comparações. Você se sente sem pedigree? Desculpa, mas a culpa não é nossa.
PS: Hoje tem Gigante Bowl! Logo mais, as 16h os portões serão abertos e as 18 começa a peleia. Se você tiver como ir assistir, passe lá pra curtir o jogo. Caso contrário, tentaremos ter no BV a transmissão ao vivo da peleia.
AO VIVO!
https://www.youtube.com/watch?v=qvkwsGWVRS8



