Um ponto ganho até os 52 do segundo tempo, aí perdemos dois pontos.
Jogar contra o Palmeiras, tirando as fases dos rebaixamentos, nunca é tarefa fácil, e eu contava com a derrota, ainda mais sem Villarga.
Mas o Inter surpreendeu e o Palmeiras até rondava a área do Inter, mas com muita dificuldade para finalizar. O Inter assustava em contra-ataques, mesmo sem volume de jogo, mas tentava controlar o meio com Alan Patrick organizando as jogadas; infelizmente, com lentidão.
Paulinho e Bruno Henrique repetiram um meio bem marcador, e Vitinho tem sido essencial como o curinga da marcação pelo lado direito; ele e Bernabei fazem um trabalho de fechar opções de laterais, embora Bernabei tenha jogado um pouco pela direita.
Alan Patrick de falso 9 faz com que Bernabei seja o jogador mais agudo do time, e Carbonero flutua pelo meio. Não é um time que prima pelo ataque, até porque não chega com vários jogadores na frente e não temos um finalizador para bolas dentro da área.
De qualquer forma, o esquema segurou o Palmeiras, que levou perigo apenas em bolas rebatidas, e o número de finalizações foi quase igual dos dois times no primeiro tempo.
A arbitragem já dava mostras do que viria. Sequer cartão amarelo para Barboza, que chutou propositadamente Carbonero no chão, e ignorou uma solada na canela em um jogador caído do Inter.
O segundo tempo foi onde mostrou as caras. E podemos resumir o jogo em o Palmeiras atacando, sem conseguir entrar na área, e, quando o Inter atacava, os palmeirenses faziam falta não marcada pelo árbitro, e voltavam a atacar. Os impedimentos do Inter eram marcados rapidamente, os do Palmeiras deixavam a jogada concluir, e até não marcavam, como o do Vitor Roque.
Com jogada construída, talvez só o lance do chute do Andreas; de resto, poucas chances.
O esforço exigia substituições, e vieram Aguirre, Juninho, Ronaldo e João Bezerra.
Não mudaram o panorama do jogo, mas Bezerra, em dois lances, mostrou que é jogador inteligente, e quase finalizou bem nos últimos minutos.
Com todo mundo conformado com o empate, no último minuto Vitinho recebe uma bola esticada e o goleiro abandona o gol completamente perdido, e Vitinho não chuta. Traz para a direita e chuta fraco. Um lance que definiria a partida.
Vitinho estava lá, e correu o jogo todo, virando centroavante também; poderia e deveria ter chutado, mas de fora do campo é muito mais fácil. Mesmo assim, ficou a sensação de que poderíamos ter levado os três pontos.
O time encontrou uma consistência defensiva; Maripan, mesmo lento, foi um grande acréscimo, e até Torres não comprometeu, fazendo um jogo simples e eficiente.
Nosso ataque não funciona com volume de jogo, e sim com estocadas na recuperação de bola. Bernabei e Matheus Bahia fazem bola dupla pela esquerda, e Vitinho é sempre um elemento surpresa pela direita. Não é um time vocacionado para o ataque, mas precisávamos estancar derrotas no Brasileiro.
Agora é pontuar com vitórias para ganhar um pouco de tranquilidade.