Acompanhando as impressões do Louis sobre Porto Alegre aqui no blog e no WhatsApp dos colunistas, fiquei pensando nas coisas que sempre respondo quando me perguntam das “coisas que tu sente falta da tua terra/cidade/país”.
Sempre tinha 3 coisas na ponta da língua:
- Inter (mais recentemente apenas ir nos jogos)
- Comida (principalmente Churrasco feito em churrasqueira)
- Casa da praia (menos a praia)
O Inter, meio que com o passar dos anos, foi deixando de ser uma falta, e depois de 2010, passou a ser um alívio não estar mais em Poa!!!
Mas ainda sinto falta de ir nos jogos no Beira-Rio. Independente da qualidade do time. Prá quem cresceu indo no Beira Rio nos anos 80 e 90, dá prá aguentar os anos 10.
A comida é óbvio. Nada como um arroz e feijão com bife, e principalmente um churrasco feito em churrasqueira. Aqui até tem churrascarias. Boas até, mas prá mim, o gosto especial do churrasco está em tu fazer o próprio churrasco. Ou pelo menos participar! E prá isso aqui, só em casa, em “churrasqueiras” gringas…. É bom, mas não é a mesma coisa!
E a casa da praia porque cresci indo prá lá, em Atlântida Sul, e apesar da praia antes tranquila e segura agora estar um pandemônio de gente e de insegurança, ainda dá saudades. Mesmo que agora cercado por muros altos e grades. A praia, o mar, a areia, nem faço questão. Mas estar na casa da praia sempre foi muito bom.
Essas são as principais. Mas tem mais algumas coisas:
Pro pessoal da Zona Norte, o melhor chopp sempre foi o da Caverna do Ratão. O Barranco tinha toda a fama, as pseudo-celebridades gaudérias e tal, mas o Ratão prá mim sempre era melhor em tudo. Desde as “mesas” em cima do freezer, ou na janela atrás da cozinha, até as eternas provocações com o Charles gremista. Era um baita minúsculo lugar prá tomar uns 3 ou 12 chopps, com uma bola de carne recheada com queijo, ou o bolinho de bacalhau (só terças e quintas).
Outro programa legal que eu nunca mais fiz, e vou tentar quando voltar em Setembro é passar uma tarde na Ilha do Pavão, sede náutica do União. Sempre fui sócio do União, então era barbada estacionar ali no cais, e pegar a barca prá ilha, e passar a tarde lá lagarteando. Nem parecia estar a minutos do centro de Poa. Um baita refúgio.
Claro, fora essas *coisas*, tem família e amigos, mas isso é comum a tudo e todos, logo, quando respondia para quem não conhecia o lugar daonde eu vinha, eu falava das ‘coisas’ únicas do lugar. Acho que é uma boa lista, e infelizmente, não é muito maior que isso.
Vejo pelos comentários do Louis, e do pessoal comentando os comentários dele, que cada vez mais tem menos coisas especiais prá ver e fazer. Uma pena mesmo. Eu passei muitos anos viajando prá outras cidades do Brasil, numa época em que a diferença entre o RS e POA, comparado com o Brasil era absurda. Dava orgulho quando dizia de onde era e as pessoas começavam a falar sobre seus problemas locais que eu não conhecia. Não existiam no RS. Hoje em dia é tudo a mesma coisa. Uns anos atrás li até que Poa tinha sido declarada (baseada em números hein?) a cidade mais perigosa do Brasil. Imagina! Porto Alegre! Não me surpreendeu, pois quando fui embora, já não tinha tranquilidade em lugar nenhum (bom, talvez na Ilha do Pavão!).
Dá pena. É muito triste. Potencial tem. Falta um monte de coisa.
Comenta aí quais os lugares especiais prá ti em Poa. E também prá quem só visita. O que achou?







