Parando de falar do Inter, que é chover no molhado, vou fazer uma pergunta bem simples aqui, com um texto curto para ilustrá-la:
Me peguei essa semana admirando algumas jogadas feitas por um jogador da seleção brasileira nos últimos dois jogos.
Vocês viram o elástico do William no argentino? E depois a limpada que ele deu no marcador peruano no primeiro gol?
Minha primeira reação foi de admiração!
Pensei comigo mesmo…. “antes do jogo contra a Alemanha, eu tinha cravado William no time, junto com outro jogador rápido na frente, trocando de posições, e botando correria a dribles na defesa alemã“. Esse prá mim, era o caminho. Depois do jogo, concedi que minha escalação apenas perderia aquele jogo de 3 x 1. O que já era vitória perto dos 7 na butchaca.
Mas muito bem. Alguns instantes depois de pensar nessas duas coisas (belas jogadas do Willian e a diferença que ele faria nos Seteaunzaço), eu me peguei pensando em outra coisa.
Preparem o riso.
“Porra! EU SEI aplicar o elástico! E EU TAMBÉM SEI limpar uma jogada e cruzar rápido!”
Hoje em dia, barrigudo, casado e com filha nos terrible twos (googleiem!), sem fazer um exercício há quase 3 anos, eu não saberia mais como FISICAMENTE fazê-los, mas sabia antes, em boas condições. E fazia!
Qual a conclusão?
Se um baita perna de pau cervejeiro como eu (não achei mais o video do II Futchurras BV) consegue conseguia fazer isso, como é que é tão raro ver uma jogada tão efetiva como essa pelos campos de hoje em dia com PROFISSIONAIS a disposição de fazê-la? Nem falo do elástico, que as vezes pode não dar certo – e aí é patético, experiência própria – mas a jogada em que tu limpa um marcador que está de frente prá ti, e cruza rápido….. porra, é tão simples!
Por que jogadas assim são tão raras hoje em dia, e quando se vê, acha que é coisa prá Ballon d’or?
Vou postar esse texto no yahoo answers também. Tomara que alguém me explique, porque eu não consigo entender mais.