Eai gurizada medonha.
Pré-temporada nos States terminada, o Internacional já está de volta em Porto Alegre aonde quarta-feira começará de forma “oficial” a disputa pelos títulos de 2016.

DESEMBARQUE EM PORTO ALEGRE.
FLÓRIDA-CUP
Duas partidas foram disputadas, contra Bayer Leverkusen e Fluminense, com um empate e uma vitória respectivamente.
O desempenho, que começou tão animador nos primeiros 20 minutos contra a equipe alemã, acabou preocupante diante dos cariocas.
Podemos alegar que é pré-temporada e tal, mas a ideia de jogo implantada pelo Argel, foi exatamente aquela que vimos no ano anterior. Em ambos os jogos saímos na frente, e após isso o time se retrancou todo atrás e só esporadicamente, um ataque era armado.
D’alessandro jogou centralizado no esquema de losango. Centralizado e sozinho. Se todos sabemos reconhecer a decadência técnica do nosso camisa 10, também temos que concordar que nas duas partidas ele tentou, buscava jogo, pisava na bola e… ninguém aparecia pra jogar. O Inter não tem jogadores para jogar neste esquema, Dourado é um desperdício (embora tenha jogado bem) caído pela direita, e o Anderson; bom o Anderson não consegue fazer a movimentação que a função exige.
Argel é muito curtinho. Poderia facilmente ter começado a temporada com Bob e Dourado jogando em linha na proteção da zaga, desta forma liberando os meias para chegarem mais a frente. D’ale centralizado, Marquinhos e Sasha abertos e Vitinho mais a frente, embora estes 3 ultimos tem muita mobilidade e condições de variarem suas posições durante as partidas. Muito pra cabeça do treineiro, simples pra nós comentaristas do BV.

OPORTUNIDADE PARA OS MENINOS FOI MÍNIMA.
Outro erro, na minha opinião, foi ter perdido esta ótima oportunidade para ver alguns jogadores.
Aylon, por exemplo, sequer entrou em campo. Trata-se de um jogador versátil, que pode jogar aberto ou como 9. Já perdi a esperança de vê-lo jogando pelo Inter, quem sabe retorne quando estiver com uns 30 anos.
Trocas já manjadas como D’ale-Alex Alex-D’ale é simplória, e pouco agrega. Porque não testar Andrigo ou Alisson Farias por ali? Eles são o futuro, jovens, cheios de vontade. Ambos entraram bem contra o Bayer, e como presente, diante do Flu foram a campo após os 40 do segundo tempo.
Quero deixar claro que não estou aqui afirmando que esses meninos são as soluções, mas o mínimo que deve ser feito é dar oportunidade, caso contrário, logo eles se tapam de nojo e vão brilhar nos adversários.
Volto a lembrar que neste ano temos uma oportunidade de ouro para recomeçar. Mesmo sem títulos, mas podemos garimpar jovens jogadores, coloca-los em campo, principalmente neste primeiro semestre, aonde muitas competições serão jogadas em simultaneidade.
Pena que, pela mostragem até então, não teremos um treinador competente para isso.
Podemos estar enganados… Veremos nos próximos capítulos.
Saudações coloradas…
