Muito bem. Assunto Fabrício resolvido, não toco mais no assunto exceto para reforçar, pela última vez, que o clube deve aprender com este episódio e melhorar seus mecanismos de atenção aos jogadores, incluindo mecanismos de preservação em momentos de grande pressão da torcida.
Agora, é hora de colocar a bola e o pé no chão e seguir em frente.

Equilíbrio. Estamos quase lá. Talvez demore, mas em termos de conhecimento do elenco, adaptação ao clube e ao futebol brasileiro, entendo que falta pouco para Aguirre poder enfim fazer o que (queremos acreditar que) ele sabe.
Aguirre, talvez por superestimar nossos jogadores de meio-campo e defesa, começou seu trabalho praticando o tipo de futebol em que acredita, de velocidade e objetividade. E o time começou fazendo muitos gols, porém tantos quanto tomou. Então Aguirre entendeu que havia todo um trabalho de base a ser feito e começou a fazê-lo. Claro que nem tudo que ele fez até aqui estava 100% planejado. Penso que no máximo uns 60 a 70%. O restante das variações foram impostas por lesões, convocações, suspensões e, certamente, algum ou outro chinelinho.
Assim, por um misto de planejamento e acaso, chegamos a este momento com um time com opções. Se não as melhores, se nem todas em sua melhor forma (e viva a esperança!), pelo menos todas, as opções, com algum ritmo de jogo, com melhor compreensão do que espera o treinador, com melhor entrosamento.
Pode ser excesso de confiança, mas vejo o trabalho do Aguirre com o time até aqui como um processo de aquecimento da água: parece que nada está acontecendo até que de repente ela entra em ebulição.
Será que o time vai ebulir?
Eu levo fé.