Confesso que desanimei muito, assim com o Louis. Este é um post pessimista, já aviso. Se você ainda está otimista e quer se manter assim, pula esse post. 🙂
Quem dera fosse um desânimo ocasional, fruto de fatalidades, de imprevistos. Embora eu já viesse me vacinando, eu queria acreditar que havia um pouquinho mais a dar, seja pelo time, seja pelo treinador. Mas o choque de realidade – sim, um choque, apesar da “vacina” – foi muito forte, não pelo momento em si, mas pelo que esse momento representa quando olho para o quadro geral: o futebol do Inter, assim como o brasileiro, está uma porcaria absoluta, há anos.
O que seria aceitável, se o problema fosse termos vários clubes em alto nível, como na década de 70 ou 80, por exemplo. Mas hoje o que temos é um poço de ruindade sem fim, que vai desde a técnica dos jogadores atuando aqui, passando pelas comissões técnicas obsoletas e chegando à gestão de diretorias medíocres. Por outro lado, nunca houve tanto dinheiro no futebol brasileiro. E é isso que frustra.
Sinto minha paixão pelo futebol esmaecer gradualmente, a cada um destes choques de realidade cada vez mais comuns. A cada dia vemos que o resultados obtidos pelo Inter são fortuitos, fruto muito mais da sorte do que do juízo. E assim é para todos os times brasileiros. Ver times com a grana do MSI ou do Flamengo com essas performances medíocres é inacreditável. E, como Louis, não vejo luz no fim do túnel. Pelo contrário, vejo ainda espaço para piorar e vai piorar.
Nosso país está absolutamente em cacos e continua se quebrando, pois o fundo do poço do cinismo, da irresponsabilidade, da mediocridade, da falta de autocrítica, da falta de ambição, enfim, esse fundo ainda não chegou. Vamos descer a ladeira mais um bom tempo.
E penso que a única chance de mudança no futebol é quando os torcedores abandonarem de vez, quando mostrarem que não há mais sentido em gastar seu tempo e seu dinheiro nesse show de horrores. E não, não acredito que possamos fazer algo ativamente para mudar o cenário: as instituições nesse país são ridículas até para o que deveria ser extremamente sério, imagina para o futebol! Recorrer a quem? À CBF? Ao STJD? À Globo? Não há a quem recorrer. Nosso poder de voto é ridículo. Nossa pressão, ineficaz para mudanças concretas e profundas. No máximo, conseguiríamos uma troca de técnico ou a venda de algum jogador, paliativos, somente.
Aos otimistas, só deixo um pedido: me digam o que andam bebendo! 😉