DESASSOSSEGOS

O texto a seguir, com ares de súplica ao Pai Maior – e a todos os Santos, era para ter aparecido por aqui na semana que passou. Ocorre que não conseguia acessar o sistema. Meu neto, desde que foi embora à Austrália, deixou-me na obrigação de, sozinho, ter de encarar as mazelas do mundo digital atual. Não tem sido fácil, porém.
Aliás, entender a realidade atual é mal meu e do time do Internacional. Todavia, se eu consigo, o Colorado também haverá de conseguir.
Seguindo, sempre em frente…
Nunca tive talento para ser coroinha, mas tinha menos vocação, ainda, para fazer desfeita à senhora minha Mãe. Foi um orgulho de mim que ela carregou para sempre. Passaram muitos Padres lá na Paróquia, uma igreja modesta em que pese imponente: nem todas tinham vitrais pintados até mesmo na cidade, porém aquela tinha mesmo num fundão de campo. Tinha e ainda tem, importa mencionar.
O Padre Jovino não era o que eu mais gostava à época, mas talvez o que tenha me ofertado às melhores lições de vida. Rude, firme, mas afetuoso sempre que algum pobre de espírito lhe buscava a palavra de Deus. Recordo como se fosse hoje, da sua frase de tamanha inspiração: “Deus não tolera o pecado, mas também não vai deixar pelo caminho mesmo o pior pecador”
O Internacional é um pecador contumaz. Tipo eu, preciso reconhecer enquanto é tempo. Acreditei e votei numa ideia de projeto que prometia, em linhas gerais, gestão pro Clube. E não contente já enxergando a vigarice, dei-me ao luxo de cair no conto do vigário uma vez mais.
Então, o que ocorre agora é culpa minha. E a julgar o resultado das circunstâncias, como Colorado, jamais haverei de me perdoar.
A realidade mundana do Sport Club Internacional vem se evidenciando há bastante tempo. Pelo lado dos dirigentes, inaptos corriqueiros, não buscando ajudar o Clube, mas somente a si próprios. Massageadores do próprio ego, arrogantes, prepotentes e, finalmente, incompetentes. O time, apenas consequência disso tudo.
Pelo lado da torcida, passivos adestrados, esperançosos, desiludidos, todos com uma pitada imensa de expectativa divorciada da realidade. O time, apenas para o gasto ou nem isso.
Certa feita, o Padre Jovino já irritado com o andamento desalentado da missa, em seu sermão pregou que a esperança, ainda que utópica, só haveria de existir para aqueles que em pecado reconhecessem a necessidade da busca da salvação. E que rezar fervorosamente era preciso, pois a causa era urgente.
Pois chegada é a hora de acender uma vela e rezar fervorosamente para Santo Expedito.
E não perder a esperança de que o próprio Inter ainda tem salvação. E que busca e quer a salvação!
Enquanto isso, “meus desassossegos sentam na varanda, pra matear saudades nessa solidão…” E, eu, sento diante da televisão para torcer pelo Colorado, hoje, como nunca!
Inter por toda a vida!
CURTAS
– A família Diaz dá a entender que não sabia do mato em que estava se metendo. E assim, não sabe o efetivo rumo para sair dele ao encontro da estrada;
– Taticamente, fisicamente e animicamente, não vejo lá uma evolução muito positiva;
– Gostaria de entender porque no Inter jogador é Pelé numa temporada e um amador na seguinte;
– Bernabei e Amarok, pensando bem, tem tudo a ver: alegria só quando chega e quando consegue se livrar;
– O time titular tem futebol na média. Mas quando dependemos do banco…;
– Contratar um bando de refugo de série B e C cobra seu preço, vamos combinar;
– A bronca é muito maior e o Clube precisa dum chacoalho. Mas, isso é assunto para mais a frente. Agora, nossa briga é apenas pela pontuação que ainda falta;
– Meus sentimentos pelo passamento do Chapinha, Otacílio Gonçalves da Silva Jr.;
– Minha reverência ao grande João Chagas Leite!
PERGUNTINHA
Hoje é matar ou morrer?
Só nós os torcedores Colorados de corpo e alma é que poderemos salvar o Inter. O Internacional sempre foi e sempre será a sua torcida. É hoje, meu Inter… É hoje!
PACHECO