Mauro Loch

O FIM DO QUE TINHA ACABADO

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Um jogo sem surpresas, e Roger conseguiu repetir aquela sina que tínhamos abandonado, de jogar melhor e mesmo assim perder.

Claro que vamos ler em toda a imprensa que o rival foi melhor, e alguns com a finesse de apontar um jogo coletivo melhor, sendo que o único time que rondou a área adversária foi o Inter.

Não muda nada, assim como falar que os pênaltis não existiram, quando todos foram bem marcados.

A questão passa por não ganharmos de um time com 3 volantes, dois pesadinhos, e três atacantes medianos. William tem qualidade, mas não tem força, e mesmo assim jogou livre, já que Roger repetiu a marcação inexistente no meio campo.

Conseguimos perder para um time cujo zagueiro chorou em campo durante o jogo.

Claro que a façanha reduz se considerarmos termos jogado com 10 a maior parte do tempo, pois Richard é um volante que não marca, não desarma, não tem bola aérea (conseguiu perder uma disputa no meio para o Edenílson), não deu um passe para frente, e não consegue correr. Não sei quem é pior, quem contrata ou quem escala. Não tenho as estatísticas, mas acho que não tem nenhum desarme, e só fez falta no segundo tempo.

Ainda assim, e também pela proposta do rival, de jogar só no contra-ataque, nas costas de Bernabei, sempre uma avenida. E isso que ouvíamos que Roger, como lateral esquerdo, tinha ensinado Bernabei a marcar. Ser da aldeia tem vantagens incríveis.

Até achei que o time quis ganhar, não para manter o treinador, mas pela rivalidade grenal, e o gol no último minuto seria uma cereja muito bem vinda, mas até a ideia de colocar o mesmo batedor para cobrar três penalidades contra o mesmo goleiro é de uma burrice que não encontra palavras no dicionário.

Ou seja, a sucessão de equívocos lamentáveis só poderia terminar com derrota, culminando com Roger colocando jogadores arquivados para se despedir da torcida, possivelmente.

No segundo gol, no escanteio, fica claro William pedindo para que os jogadores se amontoassem na linha da pequena área, e não houve uma indicação do treinador para que um jogador interceptasse aquela bola antes de chegar ali, nem nosso capitão.

Um time sem treinador fica um time juvenil. Fez o gol de pênalti aos 42 do segundo tempo, na saída de bola faz falta no primeiro jogador que atravessar a linha central, arma confusão, para o jogo, esfria o ânimo.

Agora é torcer para que já tenham um nome, evitando as especulações de treinadores gaúchos da aldeia, únicos capazes de resolver os problemas dos times locais.

De bom, a demissão e a permanência do treinador no rival, que também apresentou soluções medíocres. De ruim, a permanência de D’Alessandro como gestor de ninguém sabe o quê, com seus influencers apoiadores.

Corremos riscos sim, pela demora em encerrar um trabalho que já tinha acabado desde o gauchão. Mas isso não é novidade.

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