MUITO ESFORÇO

O fato é que o Inter fez muito esforço para cair este ano, com tantas burrices acumuladas, que não surpreende onde estamos e o que estamos jogando.
Eu começo com D’Ale, um sujeito que sempre dominou o vestiário por onde andou, e sempre com interesses diferentes dos interesses do clube. Já veio de uma gestão catastrófica no Cruzeiro, e não havia motivos para que se esperasse um bom trabalho no Inter.
Em princípio, as contratações que indicou foram péssimas, e a defesa incondicional dos jogadores sempre passa esse ar de blindagem contra qualquer coisa que possa acontecer, mais ou menos como mimar um filho.
A observância cega do que diz a imprensa gaúcha também é um ponto a ser levantado.
O RS têm três times na série A, um já rebaixado, outro bem próximo, e outro que escapou com resultados improváveis. Mas certa está nossa imprensa, defendendo o jeito gaúcho de jogar futebol e os treinadores daqui. São três campanhas pífias, com três treinadores locais, bajulados, cercados de mimos e de falta de críticas, quando não defendidos abertamente mesmo com péssimos resultados e desempenho.
Quando Coudet falou a famosa “não consumam merda”, não era só para a torcida.
Os outros times que estão buscando escapar do rebaixamento fizeram a troca na parada do mundial, algo tremendamente lógico, com tempo de treino e possibilidades de contratações. Nosso treinador indicou um volante de um time que já foi rebaixado, e certamente apontou a desnecessidade de novos jogadores.
Mas a imprensa local defendia o treinador local, que tinha classificado o time na Libertadores e na Copa do Brasil, e por isso era intocável, apesar de todos os torcedores enxergarem um declínio costumeiro no trabalho do Roger, e ver que o time estava mal preparado fisicamente pelo bruxo Paixão.
Tínhamos, na época, um zagueiro em condições de titularidade, e só um volante que queria jogar aqui; mas veio um lateral direito que nunca deveria jogar, e um volante que nos tirou pontos importantes pela ruindade.
A troca de treinador veio no limite, de um grenal que nosso melhor jogador errou um pênalti, e onde fomos derrotados por uma falha bisonha do zagueiro contratado. Alan Patrick ainda erraria um gol feito contra o Vitória.
Aliás, era o jogo mais importante do ano, um empate mataria o Vitória, mas o time foi mal montado, mal gerido, mal treinado, em um jogo sobretudo mal pensado.
Faço mea culpa com Ramon Diaz, tinha feito bons trabalhos de recuperação com times piores, nos anos anteriores, mas não deu certo, e demoramos muito tempo para ver que havia rejeição e que ele sucumbiria ao poder da hierarquia do vestiário, pois nosso melhor jogo foi sem Borré, e não houve a repetição.
Os Diaz não foram bem, e ainda conseguiram variar muito de esquema, com jogadores que não conseguem compreender as mudanças.
A soma de todos os fatores nos leva a essa situação, e é óbvio que o encargo maior é do Presidente, aquele que assina as contratações e decisões do clube.
Agora, com dois jogos faltantes, acreditamos na mística novamente, mas é o que nos resta nesse festival de bobagens.