Absolutamente ninguém sai impune se jogar com Benitez, Clayton e Juninho, mais Tabata e Prado pela extremas. Vou acrescentar Ivan, que foi terrível,
Dito isso, o Inter poderia ter saído com vitória fácil, e pecou por não matar o jogo no primeiro tempo, sendo que as substituições desarrumaram o time e não conseguimos controlar o meio como no início.
No primeiro tempo, a figura do jogo foi o excelente Yago Noal, mesmo jogando fora da posição. Ele é quem recebia as bolas para organizar o time e concatenar as jogadas, além de distribuir o jogo e se movimentar muito. É dele o escanteio que resultou no belíssimo gol de Bruno Henrique, e antes tinha dado um passe magistral para Benitez, que, dentro da área, não soube o que fazer com a bola, e outro passe para Prado, que chutou uma melancia. Ainda perdeu um gol em um escanteio.
Noal fazia dupla com Gabriel, e jogava um pouco mais recuado, que acho que é onde deveria jogar, mesmo com seu porte físico não muito avantajado.
A saída de Yago Noal desmontou o time porque o excelente Allex entrou jogando mais adiantado, e o time ficou sem saída de bola, jogando por passes longos, como o Ypiranga fez o jogo todo.
Tem dedo do assistente do treinador aí, que fez uma péssima armação do time, e uma péssima leitura do jogo para a substituições, e não soube trancar um jogo baseado somente em bolas longas do adversário.
O posicionamento do excelente Benjamim e de Bruno Henrique já demonstrava falhas. Os dois jogando em linha sem que nenhum fizesse a proteção da entrada da área deixou o time confuso, ainda mais com a zaga lastimável que tivemos. Com a saída de Yago, e depois de Benjamim, o time desandou de vez.
Ainda assim era possível manter o placar e ampliar, já que o Ypiranga abandonou o meio e projetou todo o time para frente, abrindo para contra-ataques desperdiçados. O primeiro gol do Ypiranga era bola defensável, e veio de um erro grotesco de Tabata e Aguirre, além de falha do Benitez.
O pênalti que sacramentou o placar veio de bola longa, que jamais poderia ter sido dominada com a facilidade que o atacante dominou, mas o marcador era Clayton Sampaio.
Mas Gauchão tem essa finalidade, deixar claro os jogadores que não servem, e mostrar alguns que podem ser aproveitados.
No primeiro time estão os confirmados Clayton, Benitez, Ivan, Juninho, Ronaldo e incluo Tabata. No segundo, de excelentes atuações, Benjamim, Allex, Yago, João Vítor e Alisson, sendo que Bezerra precisa de companhia melhor, embora pareça muito bom e aparenta maturidade para a idade.
Da copinha, nosso goleiro, lateral esquerdo e o 11 merecem muita atenção. Ainda Ryan e o 10 podem evoluir bastante.
O fato é que, sem usar os titulares do meio para a frente, o time apresenta boas promessas e uma organização melhor que do ano passado. Muito reforços ainda devem chegar, e precisamos de zagueiros, porque, na minha opinião, até o momento temos apenas Félix Torres, que vem da má temporada, e Mercado, com 38 anos.
Ainda não consegui ver como Pezzolano vai montar o time, os dois interinos usaram esquemas diferentes e times muito distintos, e mesmo contra o Monson, não foi possível ver uma estrutura tática, ficando claro que é um período de testes.
Agora é aguardar o time titular entrar em campo, e torcer para que a gurizada ganhe espaço que tem conquistado nesses primeiros jogos.
Um adendo sobre Prado, jogador de seleção que na base jogava na direita, pelo meio, e que Roger viu como extrema pela esquerda, por conta do bom chute para jogar de pé trocado. Não tem atuações consistentes como extrema, e não demonstra muita vontade de jogar por ali, onde parece não entender a dinâmica da posição. Antes de um veredito definitivo sobre ele, gostaria de vê-lo jogar na direita, pelo meio, não como extrema. Se continuar assim, não vejo motivos para aproveitá-lo.