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Léo Rocha

Onze homens e um segredo

Por Leo Rocha June 22, 2017 0 Comentários
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Quando estamos mergulhados em problemas, nada é pior do que olhar para todos os lados e não conseguir vislumbrar em lugar algum uma solução. Pior do que estar na merda é não ter como se limpar. Pois essa é a sensação que se tem neste momento. Há mais de ano estamos atolados em um lodo de incompetência, e nosso único movimento é para baixo. Depois da façanha do rebaixamento, o Inter consegue algo ainda mais inacreditável: ver os jogos do colorado nos tira qualquer prazer de acompanhar o futebol.

E claro que quando estamos por baixo, poucos são os que realmente tentam ajudar. A maioria aproveita para pisar ainda mais, basta acompanhar qualquer emissora de rádio esportiva. E assim somos obrigados a ouvir inúmeras teorias para as razões desta lastimável situação. Temos problemas de preparo físico, brigas e desunião no vestiário, grupo mal formado, influência de empresários na contratação de jogadores e escalação da equipe, técnicos incapazes e diretorias incompetentes. Aliás, essas são só algumas, com certeza devem existir outras.

Nosso clube é isso. Tudo que pode existir de errado em um clube, existe no Inter. Será mesmo? De todo modo, qualquer discussão sobre esses temas fica cada vez mais vazia porque não conseguimos ter a capacidade de mudar, e nada parece mudar de fato. Afinal, que diabos acontece?? É um mistério. Falta vontade, dedicação, comprometimento? Falta comando? Falta direcionamento? Falta saco para aguentar essa rotina se repetindo a cada jogo.

[…]

Bom, mas o show não pode parar. Não sei se alguém concorda, mas percebi uma mudança bastante significativa no desempenho do Inter após a chegada de Pottker e Cirino. Mesmo em meio a altos e baixos, parecia haver até a final do Gauchão a manutenção de uma ideia mínima de equipe nas escalações do Zago, e a gente sabia qual esquema e proposta de jogo o Inter tinha: 4-3-2-1, com Dourado fixado entre os zagueiros na saída de bola e Gutierrez e Edenilson auxiliando Dale com movimentações intensas e chegada constante no ataque. Na frente, Nico e Brenner também tinham um certo entendimento, ou pelo menos sabiam exatamente quais eram as suas posições.

Mas claro, o desempenho daquela equipe e daquele modelo nunca se consolidou. Mesmo exibindo um certo potencial, o time penou nas fases finais do ruralito e tivemos problemas mesmo nos jogos contra Corinthians e Palmeiras (talvez nossas melhores partidas). Na verdade, em poucos jogos conseguimos ter esse modelo porque alguns jogadores chegaram já no final desse período. De qualquer forma, após as chegadas de Pottker e Cirino, Zago abdicou dessa formação. Decidiu sacar Brenner do time e fixar Nico de centroavante, colocando Pottker e Cirino nas pontas, com D’Alessandro no meio e Dourado mais um volante fechando o 4-2-3-1 ou 4-3-3. A partir dali, nosso desempenho foi decaindo vertiginosamente, o time perdeu organização, a zaga começou a apresentar mais problemas e o ataque parou de fazer gols.

Hoje temos esta salada de frutas vermelhas em que a cada jogo temos uma escalação e um esquema diferente. Acho que o mais importante para melhorar o desempenho do time seria fixar um esquema tático e um time-base titular, mesmo que tanto o esquema quanto o time não sejam os ideais. Precisamos ter consistência e repetição para criar um modelo básico de time. Se a cada jogo fizermos mudanças excessivas, continuaremos com esse desempenho apático. Guto sofre com a falta de treinos e ausência e jogadores por lesão e falta de condições. Crucificá-lo agora é injusto, o que não nos impede de questionar algumas de suas opções. De qualquer modo, ele merece ter mais tempo para tentar implementar o modelo que achar mais adequado, e a partir daí poderemos julgar adequadamente seu trabalho.

Por enquanto, cabe a nós continuar sofrendo em frente à TV, ou optando por passar nossos dias de forma mais proveitosa, como por exemplo batendo a cabeça contra a parede ou nos jogando de um precipício. Opções divertidas ante a desesperadora possibilidade de perdermos duas horas vendo onze homens e um segredo que ninguém consegue decifrar.

Dá-lhe Inter.

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