Estamos em mais uma final. E disputando para colocar a taça de número 20 deste século no nosso armário, #pelavigesima.
Neste fim de semana estou no Rio Grande do Sul, mas com muita tristeza escrevo que, por uma falha de planejamento, não poderei ir ao Beira Rio. Tudo porque meu voo de retorno para o RJ está agendado para poucos minutos depois do jogo.
Tristeza porque será um jogo ímpar.

Até minha prima Taiane, que mora a 500 km de Porto Alegre sabe que será um jogo ímpar e vai estar lá
Todos os ingressos foram vendidos até ontem. A torcida está feliz por estar em mais uma final, feliz com os tropeços recentes do rival e isso tudo vai desencadear em uma grande festa que deve nos levar ao título. Além disso, teremos uma surpresa no final do jogo, que não pode ser divulgada porque só o Romildo é corajoso o suficiente para dar armas ao adversário, cantando vitória de 5 a 0 antes de um jogo.
Estar no Rio Grande me permitiu conversar mais de perto com outros colorados sobre nosso clube. Lá no Rio de Janeiro o pessoal fala pouco de futebol e sobre o Inter muito menos. O que sei é o que me informo aqui pelo BV e pelas notícias. Acho que foi por isso que criei o futebol.one: por carência de informações sobre o nosso colorado.
Batendo papo com outros colorados, ouvi algumas percepções que quero compartilhar com vocês.
Ouvi que o Argel estaria fazendo mais do que poderia ser esperado. Pensando bem, faz sentido. O elenco do inicio do ano passado era muito melhor, e mais caro, o que permitia ao Inter partir para cima e trocar jogadores quando necessário. Hoje, com as limitações de elenco, é preciso armar o time para o resultado, e não para um espetáculo. Sinceramente, não me importo porque futebol é um jogo de quem faz mais gols, e não um concurso de beleza.
Ouvi que o Inter está dando oportunidade para jogadores da base. Isso tem seu custo à curto prazo, já que jogadores da base estão em amadurecimento, mas será excelente em médio e longo prazo. Nem todo técnico aceita isso, pois é muito mais fácil pegar jogadores prontos. Muitos medalhões chegam prontos, mas sua identificação com o clube é menor e por vezes entregam muito menos do que o valor investido. Vide Scocco, Forlan, Rafael Moura entre outros.
Ouvi que podemos ter um ano surpreendente. Pode ser verdade. Nos últimos anos sempre fomos o time que prometia muito, mas entregava pouco. Que entrava nos campeonatos como favorito. Hoje a condição é diferente, não somos favoritos ao Campeonato Brasileiro, então o que vir de bom é lucro. Além disso, campeões brasileiros recentes não tinham grandes elencos antes dos campeonatos, mas ganharam essa condição durante as competições.
Aos corneteiros, peço desculpas pelo otimismo, mas são as percepções que ouvi por aqui com as quais me senti obrigado a concordar. Gosto de futebol bonito, mas gosto mais ainda de resultados. E em dia de final, o clima otimista não pode ser diferente.
Também não posso deixar de falar de Larry, que faleceu nessa semana. Se você não o conheceu ou não lembra quem é, deve ler com urgência o post do André e essa entrevista concedida por Larry em 2014.
Falando sobre o jogo de hoje, não posso esperar nada além do título. É claro que o discurso no vestiário tem que ser outro, já que nada está ganho, mas nós, como torcedores, temos direito de acreditar no título e em nada mais, com Beira Rio lotado e torcida festejando do início ao fim.
Peguem seus rosários e rezem se necessário. POR LARRY E PELAS MAMÃES COLORADAS VAMOS COM TUDO, ou, como disse Perdigão em 2006…
PS 1: Por falar em Rosário, ontem a noite teve encontro consular do Inter em Rosário do Sul. Se não foi proposital, foi uma bela de uma coincidência.
PS 2: Deixo aqui um feliz Dia das Mães para todas as mamães, inclusive as gremistas, o que inclui minha mãe Silvana e minha esposa Patrícia, mãe do coloradinho Arthur.
PS 3: Quero lembrar que faltam apenas 28 dias para que você possa enviar sua foto para o Concurso BV e concorrer a diversos prêmios.



