Reparem no barulho de “explosão” da torcida com o gol do Fabiano
Quero começar o post parabenizando o Louis pelas excelentes contratações. Muito legal os post e as informações trazidas pelo Eneas, gosto muito de estatísticas e números (vicio que adquiri vendo NFL na faixa nobre do esporte nos anos 90, e torcendo para o Buffalo Bills mas isso é outra história), vale muito conferir antes de cada partida.
Da mesma forma s informações e análises do Nikolas são muito interessantes. Eu tenho dificuldade em fazer análise tática, ou de compreender essas formações. Certa feita um treinador de futebol me disse que isso se deve ao fato de eu ver futebol na arquibancada inferior, no nível do campo, e por isso noto menos a movimentação e as variações, deve ser verdade, e por isso sempre é bom aprender com quem observa “de cima” o jogo e suas variações.
Mas foram os posts da Jéssica que me fizeram pensar, ou repensar, algumas coisas sobre nossa torcida e como ela pensa. Eu nasci em 79, sempre morei em Porto Alegre, na minha turma do colégio a maioria torcia para o rival, sou sócio desde que nasci e participo das nossas torcidas organizadas desde os meus 13 anos.
Faço parte de uma geração que cada vitória era muito comemorada, lembro da festa “de fechar a Goethe” quando ganhamos o Gauchão de 97 (a explosão do BEIRA-RIO no gol do Fabiano é algo não sou capaz de descrever). Lembro que naquele brasileiro de 97 no dia de um jogo pela fase semi-final contra o Atlético-MG no BEIRA-RIO acordei cedo e fomos (eu e amigos meus da Fúria Vermelha) em uma excursão de COLORADOS até Carlos Barbosa torcer na final do estadual de Futsal, para retornar após a partida direto para o BEIRA-RIO torcer no jogo contra o galo.
Talvez por isso, por ter vivido tempos de secura, tempos em que se comemorava até a contratação do Goycochea, em que até o futsal era desafogo, eu tenha outra visão sobre Gauchão, sobre formação de time, sobre valorização da base. No grupo de whats dos colunistas falamos sobre isso algum tempo atrás, para quem mora no RS o Gauchão, um vitória no clássico ou uma derrota do rival, tem um valor sentimental, vale pela gozação no colégio, no trabalho, ou mesmo nas redes sociais, para quem mora longe isso não faz tanto sentido, o que é compreensível.
Então quando leio algum comentário brabo questionando “mas é só gauchão?!” eu não entendia, mas há um geração que está acostumada com grandes vitórias, muitos inclusive tornaram-se torcedores por causa delas. Nos últimos 15 anos todos os anos, sem exceção o COLORADO venceu pelo menos um titulo oficial por ano, e isso obviamente eleva expectativa, faz desejar mais conquistas e cada vez maiores.
Há ainda um grande números de torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo para quem rivalidade local não importa. Não somos mais nem menos torcedores, apenas temos um peso diferente para as coisas. Óbvio que todos queremos ver o COLORADO conquistar todos os títulos que disputa, eu por exemplo quero muito ver mais um título nacional, mas quero também ser Hexa, ver se aproximar outro Octa.
Para mim toda vitória deve ser comemorada, não importa se for a final do futsal ou mundial do japão (claro que cada comemoração terá um tamanho diferente), toda alegria que o INTER me proporciona tem seu valor, todo jogador da base merece paciência e apoio (pelo menos nas primeiras 6 partidas) para poder se firmar, todo treinador vai ter uma visão tática que eu não alcanço e por isso vou discordar de varias de suas decisões e principalmente, não importa o histórico do confronto eu sempre vou achar que o INTER é favorito, nada é capaz de tirar minha alegria com as vitórias do nosso COLORADO.
Não sou mais nem menos COLORADO que ninguem, nem mais ou menos COLORADO por ser beata ou corneta, por ser sócio a mais ou menos tempo, ou por não ser sócio, é o clube que nos une, que nos emociona e nos faz vibrar, é por ele que gritamos gol, é as vitórias que comemoramos, que desejamos e que usufruimos. São as glórias, pequenas e grandes, que fazem valer a pena, até mesmo a angústia da espera por um jogo se justifica com um gol, são as vitórias que garantem a flauta (até as mais efêmeras) e por isso gosto de comemorar cada gol, cada vitória.
Hoje a noite temos mais um jogo de Gauchão, mais um confronto que o INTER é favorito (na minha opinião) e vou para o estádio torcer, dar meu grito de apoio (VAMO VAMO INTER!), dar minha contribuição pois esse ano quero muito ver o COLORADO Hexa Campeão, e bem preparado para depois de maio iniciar a jornada de reconquistar o Brasil! Vamos juntos torcer por mais esse título, e por todos que o nosso COLORADO disputar.
André Flores
ps.: A Foto que ilustra o post é de uma viagem de ônibus para Santos (1997), onde o COLORADO jogaria pela Copa do Brasil, e para quem não acredita que já fui magro sou eu ali de boné do Charlote Hornets.
ps2: O Post de hoje era pra tratar da reforma estatutária, mas falo sobre isso em uma próxima oportunidade, ainda antes da votação na Assembléia Geral.
ps3: Queria, mas não deu pq ficarai muito longo, encaixar no texto que o Caico, o Alex “touro indomável”, o Argel e o Mauricio foram meus ídolos (sim eu apreciava o estilo deles, por estranho que possa parecer) e que o Goleiro Sérgio, o meio campo Zé Carlos, e o Claudio Garcia (que eu fui ao aeroporto recepcionar) foram contratações decepcionantes e por fim que o Paulinho Criciuma, Bobô e Jairo Lenzi chegaram com grande expectativa e nunca me enganaram, sabia que não dariam certo. E vocês, qual ídolo, contratação decepcionante ou que não te enganaram?
André Flores