E se as coisas não saírem como a gente planeja?
Alguém já se deu conta da lógica que a vida joga com a gente de que a maioria das escolhas que fizemos não saem como planejado mas, por vias tortas, tortuosas ou nem tanto, acabam de certa forma tendo um desfecho bom. Pelo menos a maioria delas.
Por outro lado, há uma quantidade menor que não termina tão bem assim. E aí, temos um plano de contingência? E se o plano principal der errado?
Eu pelo menos tento. Sempre procuro ter alguma alternativa em mente. Espero que vocês também tenham, nunca se sabe quando podemos ter alguma necessidade ou imprevisto. Mas, e o INTER? O nosso clube favorito, digo, quem dirige, pois, afinal, “dirigente dirige”, tem algum plano de fuga que não seja jogar para cumprir tabela no campeonato ou mandar embora o técnico e procurar o nome que possa causar um impacto na imprensa para substituí-lo?
Não, não confundam ter o número de telefone do Celso Roth atualizado na agenda como opção. Eu não considero isso um plano de ajuda. Muito menos ficar pagando cinco técnicos meia-boca por temporada por conta de haver mandado quatro embora e ter de manter um até o final do ano por não ter mais opções “no mercado”. E lá vai o presidente pela estrada cantarolando… (leitores entenderão). Sendo que a maioria, a grande maioria não deveria nem ter vindo.
A saga sempre se repete: três rodadas seguidas de derrota e se for sucedido por um mal desempenho em um clássico (seja contra o grêmio, ou nosso maior rival… o Corrinthias)? Demissão do técnico! Isso nos dias atuais é tão certo quanto o anoitecer e o amanhecer.
Jogadores obscuros que chegam na desconfiança e vão embora na certeza de que foram mal analisados antes de assinarem contratos. Tantos erros infantis! Assim como é infantil a esperança de que as coisas sempre funcionem num passe de mágica, como numa poção: alguns jogadores badalados já sem brilho, temperados por uma pitada de técnico rodado, juntando tudo a três colheres de desespero e manchetes de imprensa… CABUM! Está pronta a receita de “mais do mesmo”.
Não tem clube que faça exceção a isso no Brasil. O nosso, infelizmente, é mais um que engrossa essa estatística. Aliás, os dirigentes do INTER levando o clube a viver seus dias nos últimos anos como um legítimo “novo-rico” fez só piorar a mesmice. Lembram da fórmula? Está aí o retorno financeiro em marketing do Forlán (inexistente), só pra citar um exemplo, que não me deixa mentir.
Mas e aí, o que fazer de nossa parte? Alegrei, Alegria! Se o time joga mal: corneta e tudo que tiver direito. O time joga bem e ganha: comemoração e todo o resto!
Nós, por mais boa vontade que tivermos não vamos ensinar cachorro velho a fazer truque novo. Ainda mais um cusco teimoso que sempre cisma em fazer o que quer. o que podemos fazer? Manter nossa alegria em acompanhar as coisas e fazer a troca na hora e pelas pessoas certas no momento adequado, ou seja, quando nos cabe: nas eleições.
https://www.youtube.com/watch?v=smkiSJf2cHE
PS: você pode assistir 500 DVDs (ou discos de Blu-ray) do Cirque du Solei, mas nada tem como descrever a sensação de estar presente… não chega nem perto. Assim como bons shows, boa comida, boa companhia: esteja presente! Vida é vida, malando! Alegria!
