A foto do Beira-Rio que adorna o post e lembra uma guitarra foi feita na noite do show dos Rolling Stones. Já imaginaram como seria se três dias antes o show fosse cancelado? Não por uma overdose do Keith Richards, pois está provado em 72 anos de testes que ele é resistente a qualquer narcótico, mas por mero interesse dos organizadores do show. Sacanagem, né? Imagina quem programou viagem e pôs isso no roteiro!
Vamos imaginar outro cenário…. a seguinte situação: um rapazinho qualquer na América do Sul pensa em levar a sua latinidade a América do Norte. Como ele é um Yankee Fan (GO! Yankees!!!) obviamente vai querer ir ver um jogo de baseball de seu time favorito. Depois de tudo acertado para ir ao Yankee Stadium, comprado ingresso (com direito a prévia pela internet da vista que se tem da cadeira escolhida e ingresso impresso em casa), passagem de avião, reservado hotel… o jogo é transferido para o Fenway Park (estádio do Red Sox, em Boston)… Que porcaria, não?
Agora junte os dois cenários e jogue no futebol brasileiro. No show e no jogo, nada disso aconteceu. Tudo foi perfeito e dentro do esperado. Já no futebol, infelizmente, aqui o estranho seria tudo funcionar da maneira prevista e os responsáveis ter zelo pelos espectadores. Aqui dirigente, na maioria dos casos, finge que dirige e torcedor torce para que as coisas deem certo. Pois, na maioria das vezes, a sorte é o único fator que pode soprar um vento favorável.
O último ingrediente que vou sugerir a essa poção do mal: deixe para montar uma equipe de verdade no meio da temporada. Você sabe a quase seis meses que seu goleiro que é titular da seleção não vai ficar e só agora começa a procurar o substituto, joga duas pitadas de bons jogadores lesionados, três dedos de altos salários a jogadores ineficazes… e pronto!
Como chegar ao topo se nós mesmo é quem jogamos as ancoras? Sem organização, sem atrativos, como ter um campeonato de elite?
