Eu sempre tive uma tendência em admirar os “países centrais” (RIP Celso Furtado) porque sempre achei que eles teriam alguma coisa a nos ensinar para que o Brasil fosse a maior nação do mundo, com especial carinho por USA, França, Japão, Alemanha e Espanha.
EUA dispensa apresentações, a nação onipresente em música, cinema… American way of life! França e sua classe, suas francesas, onde surgiu a moda, o cinema e o lugar onde o mundo as vezes parece girar (pelo menos para alguns franceses… Oui?). Japão com toda sua tradição e modernidade, esse inebriante híbrido com muita educação e respeito, lugar do qual sou eternamente grato pelo Judô e por ter dado o melhor carro ao Senna em sua época áurea (Tá! eu sei que o carro é inglês, mas o que é um carro sem motor?). Alemanha e sua referência na indústria metal-mecânica, seus carros e suas alemãs. Por fim, a Espanha é mais por questões familiares e de afinidade, aquela história de que o “sangue puxa” se aplica aqui (gracias abuela).
Se eu acho certo tudo que os “países centrais” fazem? Se eu defendo? Brother, pra mim a vida é mais tons de cinza que coisas pretas e brancas. Tudo tem causa e consequência. Nem tudo é tão certo ou tão errado ao ponto de levar ao céu ou ao inferno. Ninguém, nunca está tão certo ao ponto de que tudo se justifica… em nada! Afinal, todos temos nossos próprios interesses e a coexistência hamônica de todos nós se torna um desafio exatamente por isso, mesmo que alguns neguem e que finjam que os interesses dos outros são os seus. No final tudo que não dá certo, via de regra esbarra no orgulho e no ego que leva ao lado sombrio do ser humano.
Com base nisso, dos interesses, nunca vi os “países centrais” como inimigos. Nunca fui de me vitimizar. Eu sou daqueles que prefere transformar tudo em revolta (interna) que serve de força pra buscar ser melhor. Não penso em destruir, mas em ser melhor. Isso acaba influenciando até na minha maneira de torcer. Acho desperdício de energia tentar destruir, é melhor focar em ser melhor e maior. Daí vocês acabam de descobrir de onde vem minha megalomania em querer o INTER como um grande mundial, e porque ignoro qualquer coisas que venha das bandas daquele estádio no bairro Humaitá: direcionar a energia.
Os melhores votos que eu entendo que se deseja a uma pessoa é que ela tenha prosperidade, porque pra mim isso é uma melhoria e um progresso constante. Quando ela está crescendo em todos os campos da vida é quando ela está tendo uma vida plena (emocional, financeira, espiritual, etc). Ser melhor hoje que ontem…
Mas independente do que eu concordo ou do que você acha certo, uma coisa que tem de ser respeitada sempre é o direito da pessoa ter opinião diferente e expressar. Usando uma frase atribuída a um francês famoso (Voltaire) “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.
Nisso chego a um ponto importante e que remete ao BV. Aqui, o que sempre vi foi uma manifestação de “inteligência Coletiva”. A soma de opiniões e a livre manifestação dos pontos de vista fazem do BV praticamente um “ser pensante”, onde a soma de todas as contribuições constroem uma reserva de valor. Taí o marketing do INTER que não nos deixa mentir “surrupiando”, adaptando e pondo em prática ideias que foram debatidas primeiro aqui.
Mas, por sua vez nosso time favorito não consegue ter essa evolução. Ao contrário daqui onde as opiniões diferentes acabam convergindo para um resultado melhor do que o ponto inicial. Lá parece que todas as ações divergem e os discursos convergem para a mediocridade. Especialmente pelas desculpas previsíveis. Independente do que acontece, a fala é sempre a mesma.
Eu ainda “sonho” com o dia em que as desculpas acabem, admita-se a derrota e o trabalho seja para o aprimoramento. Para a máxima eficiência e o mútuo benefício (princípio/preceito fundamental do judô). Será que é pedir demais?

