No filme “O Jogo da Imitação” (filme altamente recomendável) surge uma frase que diz: “as vezes, aqueles de quem menos esperamos fazem coisas que nunca imaginamos”. Poderia até usar para o trabalho do Argel nesses poucos jogos. Ainda sigo achando que ele não vira outubro como técnico do INTER, ainda acho que os jogadores estão se esforçando mais para buscar seu espaço. Mas, não posso ser cego de negar algumas evoluções no time.
A principal delas foi o surgimento de jogadas ensaiadas. Quem diria até pouco tempo atrás que conseguiríamos fazer um gol de escanteio, numa jogada ensaiada com um passe lúcido de cabeça nos pés do… Paulão? “‘Má’ tu tá loco?! Só pode!” Seria a minha reação normal ao ouvir um “disparate” desses.
Outra coisa é o time passar o jogo todo em cima do adversário, lutando e buscando melhorar o resultado no placar. “Quem? o INTER? ‘Má’ tu tá loco?! Tomara Deus não tomar gol no final e conseguir correr o jogo todo” seria minha réplica se ouvisse esse sonho.
O time ter mais pulmão para as pernas obedecerem o que a cabeça manda até o final do jogo também é outra melhoria digna de nota. Com exceção do Alex que entrou em campo no último jogo cansado e ofegante do aquecimento a maioria dos jogadores parece ter aumentado seu vigor físico e, consequentemente, a sua vontade de jogar. MAS, a grande exceção é o Anderson que ainda parece jogador do “time dos casados”, mas isso eu nem posso chamar de decepção, pois, esse sim nunca tive esperança alguma.
Aproveitando que dei nome aos bois: o Nilton vem se recuperando, parece mais a vontade e motivado enquanto que Rodrigo Dourado e Alisson seguem sendo os monstros de sempre. Nosso ataque anda meio cobra d’agua, sem nenhum veneno. Poko Pika tem poko jogado, o Sasha precisa aprender a chutar em gol (parece eu na quinta série: falta força, direção e visão de artilheiro: antever o movimento do goleiro), Lisandro Lopes com toda pinta de que pensa em dezembro (final de contrato). D’Alessandro é D’Alessandro, sempre monstro e mesmo que vá mal vai bem porque nosso time fica outro com ele em campo. para o bem e para o mal, pois isso é de como está o desempenho en la cancha de el capitan).
Não esqueçamos que até pouco tempo atrás estávamos em boa fase com o “mago” Aguirre, o então ponto fora da curva, o técnico diferenciado. Muita calma na hora de avaliações definitivas. Está cedo para agradecer pela presença do Argel e por fichas altas na roleta Libertadores.
Muitas vezes não sei dizer até que ponto realmente vai a mão do técnico em certas coisas. Normalmente acho que tem mais força de influencia pra pior do que para melhor. Porém, acredito, que só saberemos mesmo quando passar a fase pólvora, essa logo após a chegada que todo mundo fica mais esperto, e chegarmos na fase pós-romance aquela que fica no segundo ou terceiro jogo depois de uma derrota. Sinceramente espero que isso aconteça só em 2016 e possamos chegar a objetivos maiores do que permanecer na série A. Espero que alcancemos ainda nesse ano os objetivos dignos e do tamanho do clube pelo qual torcemos.
