Aguirre está fora!
“Agora a coisa vai! Êba! Vamo, Vamo, Inter!”
Opa! Auto lá! Será que vai ser isso mesmo?
Já fazem anos a fio que o enredo é sempre o mesmo: ano após ano o INTER virou a mesma história cansativa de começar badalado e terminar derrotado. Gerar mais uma dívida de rescisão de contrato com o pretexto de criar um “Fato Novo” pro grenal? Faça-me o favor: poupe-me dessa mentirinha, aquilo que vocês fingem que é o fato e nós fingimos que é verdade e que vai dar certo.
Eu acredito na boa vontade do presidente em arrumar o time e todo mundo que teve alguma experiência de trabalho com equipes (de qualquer natureza) sabe que mudar o coordenador, o chefe, ajuda a mudar a direção dos resultados. Mas, quem vive ou viveu algum momento trabalhando em equipes sabe que nem sempre essa mudança é para a melhor.
Concordo que uma equipe de futebol não pode involuir durante o ano, murchar ao ponto de parecer que está reiniciando a temporada. Concordo que o Aguirre não se ajudou. Mas pra mim isso é apenas mais um sintoma de escolhas erradas na hora de contratar tanto jogadores quanto membros da comissão técnica.
Falta de planejamento adequado e definição de parâmetros do perfil desejado para cada membro a ser incorporado na equipe. O resultado disso é a mudança radical no primeiro revés, sem visão de trabalho a médio e longo prazo. Futebol é resultado, dizem? A Alemanha levou oito anos pra montar uma equipe pra passear no Brasil. E nisso, cadê o plano de viagem do INTER pra saber o que fazer em caso de turbulência? Pela lógica é todo mundo de paraquedas.
O Pablo falou no primeiro BVcast que o time está com visível falta de preparo físico. Mas não sei até que ponto é falta de trabalho em preparação física ou corpo mole e falta de vontade dos boleiros. Até que ponto os jogadores nao colaboraram? Em que ponto eles “saltaram la barca”? Duas das “estrelas” do time estavam com o freio de mão puxado, por motivos que descobrimos depois: Nilmar e Aranguiz. Juntando as maçãs podres que contaminam o barril com os salários atrasados vira um coquetel molotov. E assim morremos no ano.
Sim, o ano acabou! Não venham dizer agora que a CoBra – Copa do Brasil, salva o ano. Que vaga na libertadores salva o ano. PUTA QUE PARIU! Quando vão acabar os remendos? Com os escudos pra acobertar a incompetência e a falta de planejamento? É fácil mandar o treinador embora. Quero ver é se desvincular de maçãs podres ao estilo Nilmar e Aranguiz.
Em inglês, a menos que você seja o Sheik Mansour, o Flavio Augusto da Silva, dentre outros… Não existe “Meu Time” (my team) e sim “meu time favorito” (My favorite team) e você é um Fã (fan), não um torcedor com virtudes e vícios de um típico fanático religioso. Algum gaiato vai lembrar dos hooligans ingleses e outro vai perguntar o que isso tem a ver com o a saída do Aguirre, falta de planejamento, falta de profissionalismo e toda a putaria do nosso clube… respondo a todos os gaiatos de uma só vez: quando paramos de analisar as coisas sem paixão nos deixamos ser conduzidos que nem gado e NÃO somos dono de nada, apenas torcemos e pagamos as contas. Quando entendermos isso de fato as coisas começarão a mudar. O time não é nosso, o clube sim. Enquanto acharmos que as duas coisas são a mesma seguiremos sendo manipulados.
Enquanto houver grenalização até pela cor da calcinha da Gisele Bündchen as coisas seguirão niveladas pelo nível mais rasteiro. E quando se fala de grêmio, BOTA rasteiro nisso!
Falando sério: esse é um dos motivos que não embarco nessa, é muito fácil ser manobrado assim porque ficamos com as emoções muito expostas. Por isso INTER x grêmio é SEMPRE e SOMENTE no campo, na disputa direta: nosso SUPER BOWL!
GreNAL pra mim é um campeonato em si. O resto, o que acontece com o cocoirmão e seus tropeços é apenas lucro, acompanho como quem lê uma piada no jornal quando as coisas vão mal ou como uma pessoa que folheia rápido uma notícia ruim nas raras vezes que eles se saem bem. Porque o que importa na disputa entre grêmio e Inter é o que acontece no jogo presente, sem passado nem futuro. Ponto final. O resto é um moto-contínuo de conversa de bar, porque nenhum dos dois lados vai se render ao outro, nem que pra isso um dos lados use o número de pedras na calçada pra mostrar grandeza. Grenalização de tudo é burrice. O jogo é o jogo, com toda a corneta que a situação após o apito final permite.
Um ótimo jogo pra nós, amigos!
Saudações coloradas!


