A arbitragem no futebol brasileiro nunca teve fama de ser santa. Ou pecava-se pela omissão, ou, ainda, gerava-se suspeita (eu disse suspeita…) de favorecimento para algum lado no campeonato.
Agora para acabar de vez com as suspeitas eis que surge a tolerância zero! Não sei ao certo qual o real interesse nisso, a gente sempre desconfia de segundas intenções. Porém, analisando jogo a jogo, seria, hoje, meio sensacionalista dizer que há um time claramente beneficiado. Além de analisar o número de cartões, para uma análise justa, é preciso avaliar caso a caso as situações que provocaram a advertência.
Óbvio que fui analisar o Corinthians. Nisso, observa-se que… É preciso observar mais. Os 14 cartões amarelos, contra 17 dos adversários (J: jogo – J1. Edilson; J2. Ralf e Emerson; J3. Jadson e Petros; J4. Edilson, Gil, Ralf, Danilo e Renato Augusto; J5. Gil, Bruno Heleno e Vagner Love; J6. Cassio) não provam nada, afinal, nem pra suspender alguém serviram 😉
Enquanto houver padrão sem discrepância no critério, apesar de não ser certo é justo. Sem entrar na explicação da diferença entre certo e justo, quem lembra do lance abaixo?

CAMPEONATO BRASILEIRO 2005 – CORINTHIANS X INTERNACIONAL – O goleiro Fabio Costa faz pênalti em Tinga em lance durante a partida – Estádio do Pacaembu – São Paulo (SP) – 20/11/2005 – Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press.
É no mínimo estranho a arbitragem ser rígida, claramente inflexível, quanto a comemoração de gol, reclamação de lance… ao passo que as botinadas não tem a mesma atenção muito menos um padrão claro de punição. Ao meu ver isso deveria ser o primeiro “detalhe” a ser corrigido.
Será que querem mudar na marra a cultura dos chorões jogadores de nosso campeonato? Talvez.
Mas, uma frase muito antiga do poeta grego Juvenal poderia ser respondida para nos antes: quem vigia os vigilantes? (Quis custodiet ipsos custodes?)