Chegou o dia! Eu pensei que demoraria mais a chegar… Antes que pensem bobagem: finalmente eu me orgulho verdadeiramente de ter escrito uma coisa. Considerando o termo RGT – cunhado e usado primeiro aqui no BV, viu torcida do “Parmera“? – hors concours, excluindo outras maluquices, foi dito lá no dia 17 de dezembro, no auge das dúvidas de quem seria nosso técnico:
“Por fim, se o presidente sossegasse com as ideias mágicas de sempre e colocasse pra eu resolver o problema, de imediato iria sair da cirandinha. Ia sair e procurar um técnico de fora com certeza. Vasculharia alguém com potencial especialmente na Espanha, Alemanha, Holanda e olharia com carinho o Uruguai que são escolas que se aproximam do que eu penso de um perfil INTER de jogo.”
E não parou por aí:
“Obviamente como eu estaria indo contra a “política do mercado” e possivelmente teríamos algum tipo de retalhação. Ou pra mim ou contra o clube. Imagina a fila de técnicos da cirandinha esperando a vez de sentar na cadeira e eu puxo a cadeira, paro a música e mando todo mundo pra casa. Mas quais e que tipo de retalhações eu não sei de verdade.” A imprensa respondeu a essa dúvida, ao passo que a torcida, a direção do clube e o trabalho duro dos profissionais foi dando a alguns agentes da imprensa a resposta pelo seu boicote: ENGOLE!
Eu ter feito um bom pitaco tem respaldo na realidade do time por conta do empenho dos jogadores e no perfil diferenciado do uruguaio. O Aguirre consegue levar a equipe para um patamar de desempenho em alto nível que ha tempos não víamos. Além disso, vale destacar quem teve atitude (leia-se “huevos”) pra bancar a vinda dele. Uma salva de palmas aos responsáveis e avalistas do nosso “entrenador”. Quando eu vi ele convencer o Nilmar pra voltar a campo e fazer o time ficar com 11 num jogo da Libertadores (digo, parar de mariquice) vi que ele é o cara certo.
Falando em falar… vocês devem ter me entendido melhor o quanto da importância de ser certeiro e mortal nos ataques. No primeiro tempo contra o Atlético tivemos 3 chutes em gol e convertemos 2 no placar. Eu ia falar sobre isso quarta-feira, mas como tem bastante gente querendo explicar porque não pude lançar o post de quarta vou deixar pra eles. Voltamos a letalidade e precisão nos chutes.
Na saudosa quarta-feira eu iria usar o exemplo do primeiro gol do Atlético-PR. Olha o que o Walter, aquele gordo traidor fez, antes de concluir ele olhou o lado que vinha o Alisson e tirou completamente do alcance do nosso goleiro. Agora comparem com os peidinhos (sim, porque não dá pra chamar de chute) a gol metidos pelo nosso ataque: todos de cabeça baixa e chutando como a bola vinha, tentando adivinhar o melhor lado pra chutar.
A ordem tem de ser a quem vai concluir: pare, olhe, chute!
De resto, dos ditos e desditos, é o que o Schroder-EUA costuma falar e amplio a todos aqui, colunistas e comentaristas, somos todos a vanguarda do Inter. É essa inteligência coletiva, manifesta num post ou num comentário, que ajuda o clube a estar um passo a frente, gerar receita e ser a cada dia maior. Não existe o mais importante, é como se fossemos cavalheiros e damas em uma távola, ao estilo de “um por todos e todos pelo Inter”.
PS: “No lugar do albergue aconchegante dos holandeses, uma antiga construção de pedra do século XIII. Em vez de dois beliches no quarto, cinquenta e três. Três deles, perto uns dos outros, foram ocupados pelo que – não havia mais dúvida – já era nosso grupo.” (Deserto)
