Sóbis e o jogo
“Dá um pouquinho de frustração. Tomamos dois gols em pura infelicidade, mas depois tomamos conta do jogo. Se tivéssemos com 11, poderíamos empatar e sair com um bom resultado. Tomamos dois gols e depois começamos a jogar”. Esta é a verdade simples e crua sobre o jogo. Volto a isso mais a frente. O texto é um pouco longo, por conta do relato da minha visita ao Louis. No fim, vem minhas breves impressões do jogo e pensamentos para o próximo.
Visita ao Louis
Finalmente, depois de 6 meses aqui, consegui me organizar (e guardar grana) para visitar o Louis. Não que seja caro ir pra lá saindo de Filadélfia, mas nos meses anteriores em que minha esposa e filha estavam aqui, a grana era muito contada. Vida de classe média é essa, afinal! Bem, mas saí de Filadélfia às 8 da manhã, de ônibus, chegando em NY às 10:30. Passei num café perto (foto da mochila) de onde iria pegar o ônibus pra Nova Jersey (estação Port Authority), onde o Louis mora. Ali, tirei também uma foto da esquina da estação (estou de costa pra estação, na foto).
Fiquei por ali, tentando entrar em contato com outro amigo brasileiro que estava de passagem por NY para ver se tomávamos um café ou uma cerveja, antes de eu seguir para NJ. Acabei não conseguindo contactá-lo e às 14:30 embarquei pra NJ. Viagem tranquila, 30 a 40 minutos. O Louis chegou pouco depois que desci no ponto. Muito legal ver o cara ao vivo depois de tantos anos de contato virtual. Ele mora numa região bem bonita, bem americana, por assim dizer. Aquelas casas de subúrbio, com muita área verde, sem muros, uma parque bem legal perto, enfim, o oposto do que normalmente temos aí no Brasil.
Chegando no Louis, conheci logo de cara seu pai e, claro, a sala de música que ele fez. Ambos nota 10! O pai do Louis é realmente muito gente boa e a sala é um sonho de consumo para qualquer amante de música: muitos instrumentos, discos e uma decoração bem legal. Aliás, foi lá que dormi, respirando esta atmosfera musical (tirei uma foto como vêem acima). Antes de ir embora, no outro dia, assinei a porta da sala de música (foto no canto direito). Ali as visitas do Louis registram sua passagem pela casa. “Dá-lhe BV!”.
Algum tempo depois de minha chegada conheci a esposa do Louis também, Corine, que é bem simpática e muito atenciosa. Depois de já ir aquecendo com umas cervejas, ela fez uma ótima caipirinha e seguimos conversando e nos preparando para o jogo. O pai do Louis, seu Josué, estava ligado no jogo, acompanhado rádio e tv. Quando enfim sentamos para ver o jogo, eu estava um pouco mais de sangue doce, depois das bebidas, mas ainda capaz de sentir a tensão do jogo. E bota tensão…
Acho que o Louis pôde ver claramente por que faço parte dos cornetas: eu fico P da vida durante o jogo, sempre. Já reconheço (acho que como a maioria de nós) os primeiros sinais de o Inter vai fazer merda, quando começa a recuar, deixa de pressionar na frente, começa a errar passes, enfim. A gente já sabe e eu simplesmente não consigo aceitar isso. Assustei as cadelas do Louis várias vezes por uma mania de bater as mãos (como em uma palma) quando o Inter errava um lance… Foi mal, Louis! 🙂
Bem, mas todos vimos o jogo e no final do texto faço um breve resumo do que penso. Quero registrar, quanto à visita, que foi muito bom mesmo, Louis. No outro dia cedo, o Louis me levou numa loja de instrumentos, a Guitar Center (na foto), onde pude testar um violão que estou planejando comprar aqui, um Martin 000. Que som, minha gente! Eu estive no paraíso por quase 1 hora, testando essas preciosidades. Valeu de novo, Louis! Por fim, voltei para Filadélfia logo depois da visita à loja, almoçando em NY e seguindo viagem. Cheguei em Filadélfia ainda a tempo de um bate-bola com o time com o qual vou disputar uma liga de futebol amador aqui em Philly. Dia longo! 🙂 Fica meu abraço e agradecimento pela recepção carinhosa ao Louis, Corine e seu pai, Josué. Colorados que tenho na mais alta conta agora!
Inter x Tigres
Em primeiro lugar, sim, temos que celebrar enquanto podemos. Estamos nas semis da LA, vencemos o primeiro jogo e temos TIME e espero que técnico para eliminarmos o Tigres lá. Dourado continua sendo o CORAÇÃO desse time. Impressionante. Alisson foi um MONSTRO nesse jogo. Goleiro mais promissor disparado dos últimos, talvez, 10 anos. D’Ale seria o coração e o cérebro do time se conseguisse correr por 90 ou pelo menos 80 minutos. Como só correr por uns 30, ele é o CÉREBRO do time. O Inter perde qualquer capacidade ofensiva sem ele. Nilmar ajudou nos lances dos gols, ao de certa forma atrapalhar a defesa, mas só. Lisandro ajuda a marcar, mas isso não é o papel dele. No ataque tem se mostrado um Moura com grife. É ruim e muito, até prova em contrário. Os demais foram medianos, mesmo os laterais que sofreram, mas mais por mal posicionamento do time e falta de cobertura. Aguirre só corroborou minhas críticas: não sabe ler o jogo, escala e mexe mal, quase sempre. Segundo tempo era tirar Lisandro pelo Sacha, Aránguiz (ou Dale) pelo Anderson e, talvez, Vitinho pelo Nilmar. Ou, ao invés do Moura, podia ter tirado o William e colocado o Réver para ter bola parada aérea. Mas, é Aguirre né. O cara vai de novo no pensamento mágico com o Moura. Enfim, então o que penso pra volta?
Estamos vivos. O resultado pode ser visto como bom, se pensarmos que o Inter tem feito gols fora de casa também. Mas é um resultado que causa um certo arrepio e temor, pois esse tipo de gol do Tigres é o tipo de gol que costuma garantir a classificação nesse tipo de campeonato. Caberá ao Inter não permitir isso. A semana que vem será estranha: nessa, a gangorra GreNal foi para nosso lado, com o Grêmio perdendo em casa e nós vencendo. Semana que vem pode ser o contrário e podemos terminar a semana lamentando nossa eliminação e a classificação gremista. PODE acontecer naturalmente. Por isso, precisamos jogar muito focados, com muita estratégia e, principalmente, temos que fazer gol. O Tigres não é mau time, mas é pior que o Galo. Então dá pra gente sim. Estou orgulhoso de estarmos na semi-final da LA e vou curtir enquanto estivermos vivos. Temos que curtir. Sei que podemos dar muito mais, mas sei também que já fizemos muito até aqui.
Dá-lhe colorado! Vai dar, temos que acreditar!
