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Semana de folga no Inter. Sabe aquele silêncio antes do trovão? É isso que a gente sente. A ausência de jogos nos deixa, eu e as vozes em minha cabeça, inquietos, como se faltasse um pedaço do domingo… da vida! Aquele que só fica completo com o vermelho em campo.

Mas tudo bem, semana de pausa. Dá pra recuperar o elenco, ajustar nossa tática, organizar a casa (ou se esbaldar numa noitada – dá pra condenar? Não acho).

A expectativa pro próximo jogo é grande — não apenas pela tabela, mas pela vontade de ver o que foi mostrado na reta final do Gauchão: entrega e identidade. Coisa que, diga-se, anda faltando em outras camisas que de amarelas, amarelaram por aí.

Sim, eu tô falando da Seleção Brasileira.

Perder pra Argentina, em Buenos Aires, já é complicado. Mas perder ao som de olé? E, pior ainda: merecido! Com jogador caminhando em campo, cabeça baixa, como se vestisse uma camiseta genérica da Renner e não a outrora poderosa e temida amarelinha que já foi de Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo? Isso, meus amigos, é mais do que vexame. É um sintoma.

O Brasil perdeu sua identidade no futebol.

Hoje, se vê um time sem alma, sem brio, sem aquele talento visceral que brotava nos campos de várzea e encantava o mundo. O futebol brasileiro foi sendo pasteurizado, diluído em marketing, apertado num calendário assassino e domesticado por decisões arbitrárias cada vez mais subjetivas — como se o juiz fosse protagonista e o jogo, um detalhe.

E aí entra a crítica mais dura: o futebol nacional está sendo desvalorizado por dentro. A culpa não é só dos dirigentes da CBF, dos técnicos interinos ou dos jogadores que preferem dancinha a dividida. A culpa tá no sistema. Um calendário que não respeita nem a lógica nem o corpo humano e tem a anuência dos clubes. Um VAR que mais atrapalha do que ajuda, que virou uma legitimação do roubo e da parcialidade. No fim, tudo isso é reflexo de uma cultura que se esqueceu de onde veio (ou apenas lembra as piores raízes)

Enquanto isso, a gente aqui, no Sul, esperando o Inter voltar a campo com esperança renovadas. Porque o amor pelo clube continua sendo um vício indomável. No Beira-Rio ainda se sonha com futebol de verdade — com raça, com torcida pulsando, com camisa pesada.

Que venha o próximo jogo. E que, ao menos por 90 minutos, a gente possa se lembrar de como é bonito ver um time que joga futebol com coragem, entrega e vontade de vencer. Pois, no final é isso que faz a nossa história e honra.

 

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