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Lamento o “ir embora” do Pablo. Colunista inteligente, lúcido, sincero, Uma pena que ele se vá;  é uma perda e lastimo que permaneçam os ratos que controlam o Inter (leia-se dono do MIG e seus vassalos) e talvez sejam os últimos a abandonar essa nave que afunda a olhos vistos.

Essa coluna é dedicada ao Pablo e dá seguimento ao que ele escreveu ontem, dia 04/06/2017.

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Vi Inter X Juventude e fiquei horas lendo o que se escrevia no BV acerca do jogo. Perplexidade sobre o que ocorre nesses jogos do Inter era a tônica das mensagens. O pessoal pedindo mais zagueiros, meias argentinos, atacantes, tempo para o novo técnico, a cabeça do preparador físico, enfim, solicitações de mudanças.

Tenho um ponto de vista e o exponho: a moral da tropa está baixa. Só isso para explicar um time de 8 milhões/mês que joga em casa contra equipes bem mais modestas no quesito “dinheiro” e empata (ABC e Juventude) e pior, joga um nada, não perde por detalhes e morre depois de algum tempo de jogo.

Carraveta diz que o jogador corre errado! Viu isso agora? Ou já sabia há anos e ficou quieto? E o que é correr errado? É correr para trás? De lado? Com as coxas coladas? Pisando só “no sapatinho”? Ele, el  gran responsável, corrige isso? A culpa é do jogador? Bullshit! Isso é papo engana trouxa!

O que há é moral baixa dos jogadores. Aí, perde-se a vontade de ganhar, competir,  fazer diferença, até de viver em casos extremos. O rebaixamento da moral explica o cemitério de jogadores em que se transformou o Inter que tritura impiedosamente os que chegam, depois de já ter feito picadinho dos que estavam, detonando os seus egos. Exemplifico com o Fernando Bob, execrado, corrido daqui pelo que apresentava. Na Ponte Preta é o cérebro do time, parte integrante da seleção do campeonato paulista e pretendido pelo São Paulo. Isso ocorreu em poucos meses.

Nominalmente a equipe do Inter é boa, com jogadores de seleção (olímpica brasileira, argentina, chilena), e agora contando com o craque do campeonato paulista e goleador do mesmo.

O presidente chinês, Xi Jinping, diz que “A história da humanidade nos ensina que problemas não devem ser temidos. O que deveria nos preocupar é a recusa em fazer frente a problemas e não saber o que fazer diante deles”.

Assim, há que se melhorar o item “moral”. Para resolver a baixa da moral de pouco ou nada adianta contratar esse ou aquele, dar tempo maior ou menor ao treinador, submeter os jogadores ao trabalho de psicólogos. A moral não vai retornar por decreto e nem vai ser restaurada sem que o comando atue.

E aqui está o problema do Inter: o comando é imoral.

O Inter é dominado por um Movimento (MIG) que está no poder há 16 anos (desde 2001). Nem o rebaixamento para a Série B fez com que eles abandonassem o navio; ao contrário: na próxima eleição lançaram duas chapas para “concorrer” entre si mesmos, fingindo existir uma oposição,  num clássico caso de fraude eleitoral.  Mas, quem se preocupa com isso? Episódio de dirigentes perdedores crônicos que são premiados com mais poder já tinha ocorrido no “mazembaço” em 2010. Agora com a queda para a Série “B” segue a mesma coisa. Estão esperando o que para caírem fora? Queda para a “C”? Seguir na “B”?

Esperar o que desse grupelho?

Esse MIG tem um dono e pelas características seria uma espécie de ditador; ele decide quem é o dirigente de plantão em algum momento, quem é o treinador, quem contratar, quem botar para jogar, tudo.

Para manter o seu poder não admite oposição, cooptando a todos que podem vir a ser caracterizados como tal. Assegura o seu poder nomeando dirigentes frágeis, sem personalidade e com isso, evita o surgimento de alguém que possa lhe fazer concorrência. Técnicos escolhidos são sempre de segunda ou terceira linha, pois esses têm a espinha maleável e são submissos aos mandos e desmandos. Esse de agora já disse a que veio com sua lamentável e estúpida entrevista de sábado.

Tudo isso não interfere na moral da “tropa” de forma direta, mas a imoralidade do comando, demonstrada nesses anos todos pelos episódios comerciais, mina profundamente a vontade dos jogadores. Exemplifico com algo recente:

Três jogadores (Paulão, Alex e Ceará), as lideranças do vestiário, pediram em algum momento um “bixo” maior para que o Inter não caísse. Se fazem isso comigo chamo a segurança e os atiro na sarjeta, filmo tudo e boto no Youtube: podem acionar o clube mas esse prazer eu já tive. O que fez o comando de plantão? Nada porque não tinha moral para tomar alguma atitude. Vejam:

  • Alex: 33 anos, em maio/15 Piffero renova seu contrato por 2 anos, até o final de 2017.
  • Paulão: 30 anos, em maio/16 Piffero renova seu contrato por mais 3 anos, até 2019.
  • Ceará: 36 anos, em maio/16 é contratado lesionado por Piffero junto ao Coritiba até o final de 2017; ficou tempo se recuperando e pouco joga; “negócio” intermediado por Bolivar (acharam que havíamos nos livrado dele?).

“Negócios”, “negócios”! Claro que Piffero não fez isso de sua cabeça e vontade própria: como preposto devia obediência a um ser que a tudo e todos controla e que deu ordens para esses “negócios”; todo o esquema participa do esquema. Todos ganham enquanto o Inter perde.

Compactuam com bandidos: são seus sócios em “negócios” ou melhor, cúmplices. Com isso tem o rabo preso com eles e não podem cobrar nada. Diante desses desmandos jogadores se sentem  no direito de pedir o “seu”. E cada um pede e faz o que quer e o comando cede; fracos, ineptos, imorais. Como diz o Pablo, “jogadores conversam” e sabem com quem estão lidando

Eles sabem das negociatas e bem mais do que sabemos; Alex falou que “estão pegando de pá”. Por inexistir um comando forte, com moral para definir que o time jogue com sangue nos olhos, até porque o próprio comando é imoral para exigir isso, ocorre o que vemos há anos e que vai se perpetuar por outros mais. Ganhar, perder, empatar tanto faz como tanto fez. O salário do mês está garantido, no todo ou parte dele para os que estão dentro do esquema (a outra parte? pergunta no posto Ipiranga). Jogar para trás ou para a frente é a mesma coisa. Ambição pessoal zero; cobrança do comando zero (Fernandão em 2012, há 5 anos: a zona de “conforto”, lembram?). O torcedor vaia timidamente: pouco ou nada importa. O preço por ouvir isso é muito baixo.

A moral do time é o reflexo da do comando; se aqui ela inexiste, lá no campo inexistirá também. Comando imoral, time idem. E segue o baile, há 16 anos….O time tem muitas chances de não subir: são 4 vagas….Quando caiu vimos esse filme: não vai cair, time grande não cai, não vai…não vai… FOI!!!!

Assim, temos um problema, nos recusamos a fazer frente a ele e mesmo que tentemos, nesse momento nem sabemos e/ou temos meios de como o resolver. Um problemão…!

Esse post está longo como a agonia do Inter, que estrebucha à olhos vistos, e que de campeão de tudo passa a ser de nada, e está um texto pesado porque a moral do colunista está baixa, assim como a de quase toda torcida do Inter. Isso explica também o que muitos aqui denunciam como “acomodação” do torcedor. Nos falta ânimo até para fazer mais do que emitir ligeiras vaias ao final de cada partida. Na próxima estamos lá, esperando o milagre….

Para adoçar um pouco os olhos e reduzir o stress, vejam esse vídeo sobre como se eleva a moral dessa tropa que brinca de guerrinha com armas de verdade, cantando e dançando como índios chamando chuva. São policiais se preparando para, como dizem, acabar com alguma putaria. Bem que poderiam vir para findar com a que assola o nosso pobre clube.

 

 

 

 

 

 

 

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