Fabrício não joga mais no INTER
Não há dúvida de que o INTER é um canhão de popularidade, tudo que envolve o clube ganha repercussão nacional e internacional. O surto do Fabrício ganhou o mundo, da mesma forma a entrevista de ontem do Presidente Piffero dizendo que vai negociar o jogador, eu assisti em TODOS telejornais regionais e nacionais.
Agora vem essa notícia de que o COLORADO foi denunciado por um suposto caso de injúria racial, uma denúncia estapafúrdia que ganha notoriedade, muito mais pela popularidade do INTER do que pela fundamentação jurídica ou mesmo fática.
Sobre a suposta existência desta injúria sem vítima existem dois balizadores, o primeiro seria um vídeo e o segundo o depoimento de um humorista da RBS que teria visto, e com base nisto o promotor do TJD afirmou que oferecerá denúncia. Vamos aos fatos.
A TESTEMUNHA
O tal Potter, disse, no rádio que viu alguém chamando o Fabrício de “macaco”, segundo suas próprias palavras “… da para ver exatamente quem são as pessoas…”.
Teria ria visto uma pessoa na área da BRIO se referir ao atleta como “macaco”, o que ele fez?? Foi até o segunrança da BRIO e pediu providências?? Foi até um steward e pediu para identificaram o torcedor?? Foi até um policial?? Tirou fotos ou filmou esse racista para ajudar as autoridades??? Foi no JECRIM denunciar o crime???
Nada disso, ele esperou algo como 17 horas para contar essa história de maneira genérica (sem dizer se era homem, mulher, alto, baixo, gordo magro, como estava vestido ou onde estava sentado o racista). Até hoje, passada quase uma semana, não foi ao clube, para olhar nas câmeras de segurança, para poder identificar o racista.
Qual a razão de falar isso em programa de rádio?? Ainda mais sem prova ou sem apontar quem praticou o ato???
VIDEO
Um vídeo de baixa qualidade circulou acusando um torcedor de ter praticado injúria racial, o “acusado” é um dos poucos negros na área VIP da BRIO (onde ocorreu o incidente). O Torcedor negou com vemencia que tivesse praticado, afirmou que falou “Toma no cú, caralho”, como você pode ler AQUI.
Um jornalista levou o vídeo a um especialista em leitura labial (que é gremista) e o cara confirmou que ele falou CARALHO e não “macaco”, e tanto a negação como a palavra do especialista como a negação deveriam ser mais do que suficientes para encerrar a questão.
PROMOTOR
No sábado eu ouvi a entrevista do Promotor Alberto Franco (veja seu Facebook acima) dizendo que denunciaria o INTER com base no depoimento do jornalista, pois no vídeo era impossível precisar o que disse o rapaz. Atribuiu inclusive uma credibilidade exagerado ao fato de a suposta testemunha ser jornalista.
Na segunda-feira mudou radicalmente de opinião, não vai mais arrolar sua testemunha chave, simplesmente não quer ouvi-lo mais, e vai basear-se no vídeo que até sábado era imprestável para a denúncia. Sempre é bom lembrar que para haver punição nesses casos é necessário número considerável de pessoas praticando injúria racial, e este artigo AQUI o mesmo promotor que 5 pessoas não são número consideralvel. Se 5 não são, quem dirá 1 pessoa.
Então não há denúncia do ofendido, a testemunha que antes era chave agora não será sequer arrolada ou citada, o vídeo que era imprestável e inconclusivo agora é elemento de convicção, tudo isso é muito estranho. Não sei o que fez esse promotor mudar tantas vezes de opinião, mas sei que por conta dessas mudanças tem dado muitas entrevistas.


