Eu tava certo que a coisa não ia andar, então escrevi o texto tri feliz. Daí no momento que eu adiciono a imagem de capa do post, recebo msg do meu pai confirmando que o Tite fechou com a CBF. Fudeu com meu texto! Azar. Vou mudar um pouquinho o contexto, porque a idéia ainda é válida.
…
Eu não acompanho a seleção. Não vejo jogos. Se tivesse um time bom, até assistiria copa américa, eliminatórias…. mas desde muito tempo não vejo mais porque a seleção é ruim.
Vejo Copa do Mundo. Claro. Mas mais porque eu gosto de ver TODOS os jogos da copa do mundo! Até 2010 eu torci. Em 2014 eu sabia que não ia a lugar algum, então nem dei muita bola.
Agora por mais que eu fale tudo isso, vai ser foda, muito foda, não ter o Brasil na Copa de 2018. Inconcebível.
E vai acontecer.
Com esse time, que depende apenas dum moleque baderneiro e irresponsável prá resolver, nós não passamos nem pela repescagem contra Papua Nova Guiné.
A menos que….
tan-tan-tan-tãããããã!!!
Adenoris Bachis venha para salvar a pátria!
Soube que ele foi chamado as pressas prá uma reunião, e 3 horas depois saiu dela sem decisão alguma.
Eu fiquei pensando, o que eu, se fosse Adenoris, teria feito.
Eu, por melhor preparado que estivesse para dirigir a seleção, não sou megalomaníaco de achar que faria um time decente no antro da CBF. O treinador da seleção precisa de jogadores bons, uma comissão técnica de confiança, e uma coisa que há muito tempo não existe: dirigentes competentes e honestos.
A podridão do nosso futebol (não só a seleção) está neste nível muito pela culpa dos dirigentes do país. Um problema histórico que só fica pior.
O Tite é visto como o único capaz de levar a seleção prá copa. É ele ou mais ninguém. 200 milhões de brasileiros sabem disso.
Logo, aqui está uma oportunidade fantástica perdida de provocar uma revolução na CBF – ou pelo menos sair dessa história por cima de qualquer coisa.
Voltando então, se eu fosse o Tite, chegava no gabinete do presidente da CBF e dizia prá ele:
“Quer a seleção na copa? Muito bem. Eu sou a solução. E tu sabe disso.”
E PAH! Bota o pau na mesa!
“Mas preciso da minha comissão técnica, dos meus jogadores que eu vou escolher sem influência de ninguém, e o mais importante, não quero dirigente corrupto e vagabundo perto de mim ou da seleção. Logo, prá concluir minhas condições, quero a tua renúncia, e dos teus asseclas neste exato momento. Publicamente. Quero eleições convocadas. Aí eu assumo como treinador.”
Claro, ele seria gentilmente (ou nem tanto) escoltado para fora da sede da CBF em menos de um nano-segundo. Tudo bem.
Chega na rua, chama os 43 órgãos da imprensa que o estariam esperando, e repete com as mesmas palavras para todos os microfones o que ele disse ao presidente da CBF.
Olha, pode não dar em nada. Bem provável. Agora, o cara que bota o pau na mesa na CBF, e sai por cima desse jeito, pode se candidatar a qualquer coisa nesse país que ganha com unanimidade! Não quer política? Continua como treinador de clubes. Ah, os clubes não vão o contratar porque ele tá na lista negra? Vira comentarista, que nem o Falcão, ou vai prá segunda divisão da espanha, logo logo sobe e faz carreira por lá…. emprego, fama e RESPEITO não vai faltar!
Mas e o que faria a CBF então depois dessa lapada? Logo logo, Marco Polo teria ligado para o Pífero pedindo um curso relâmpago de contratar um treinador tampão em tempo record.
Em mais 5 dias, a CBF tomaria não de vários outros treinadores (a maioria apenas distribuidores de coletes), e no fim, contrataria o Aguirre e era isso.
Fim.
ps. Quem sabe no Catar?
…
Mas vamos de Titebilidade afinal! Quem sabe agora a gente não ganha de Papua Nova Guiné?