Os mais velhos vão lembrar, mas até há umas duas décadas atrás ainda fazia frio no Rio Grande do Sul.
Não só fazia frio, como existia um inverno que durava uns bons 3, 4 meses.
Claro, não se comparava com o frio que eu experimento aqui no Canadá.
Era pior.
Pior porque pelo menos aqui, se tu não tá na rua pelado, tu tá protegido por roupas feitas para o clima, ou está dentro de um ambiente fechado e devidamente aquecido (as vezes passa até calor).
Mas naqueles tempos no RS, quando fazia frio, se passava frio. Em qualquer lugar. Aquele frio com umidade, vento cortante… Nossas roupas nunca foram muito adequadas prá isso (ainda mais há 20 anos atrás), e os ambientes fechados possuíam mínima calefação – muitas vezes nem isso. Lembro de ver fumacinha saindo da boca no meu quarto.
Semana passada skypeando com minha família, vi meus pais com roupas de verão, torrando em casa com ar no máximo, reclamando que tava 33 graus em plena metade de abril.
Aí, organizando umas fotos velhas, e vendo as datas, tenho fotos em que tá todo mundo bem agasalhado na mesma época do ano, lá pelos anos 80. E ano após ano, naquela época, era a mesma coisa. Lembro de sempre passar o feriado da páscoa na praia, e era sempre frio!
Essa música, especialmente a parte melódica da segunda metade me leva direto pros invernos na praia!
Daí, nessa semana, vendo o post histórico sobre jogos de 1978, dá prá traçar o mesmo paralelo entre as camisas do colorado.
Eu já peguei a época da Olympikus. Apareceu uma foto num comentário da camisa de 85 que eu me recuso a acreditar que seja camisa de jogo!!!! O logo da Olympikus parece até maior que logos dos times de hockey daqui!!
Edmonton Oilers
Fora o símbolo fora de padrão – também houve uma discussão nos comentários muito interessante sobre como o símbolo mudou de uma época para outra.
Aliás, parenteses aqui: Rodrigo Cabelo, as fotos na seção de comentários tão demais! Show de bola véio! Praqueles que não costumam ler comentários, vale a pena. Tem muita informação interessantíssima lá, com várias fotos legais!!!
A partir destes anos, oitenta e poucos, a camisa foi cedendo cada vez mais seu vermelho sangue a patrocínios, logomarcas e detalhes “pós-modernos com design arrojado“.
Aí que vem a onda dos saudosistas como eu, que suplicam por um modelo – nem que seja só para venda – onde a camisa seja mais clean. Que pelo menos não tenha tanto patrocínio – ou nenhum! A fornecedora até vá lá (tirando a aberração da Olympikus).
Será que seria tão difícil fazer algo assim? Tá certo, provavelmente existam cláusulas contratuais com patrocinadores onde este tipo de coisa ficaria impedido, mas tenho certeza que um modelo mais clean, só para o torcedor, seria um sucesso de vendas. Mesmo com o mesmo preço da “oficial”.
Teve um modelo em homenagem ao Capitão Brander, número 3, que se não me engano acharam a mesma costureira para participar, que foi lançado uns anos atrás, e vendeu tudo em milésimos de segundo.
Não dá prá fazer algo parecido?
Nós não vamos mudar o que já acontece há mais de 20 anos. Patrocínios e mais patrocínios, cada vez menos espaço prás cores do time (algo tão essencial!). Paciência. Mas pelo menos prá uma parte da torcida, não dá prá fazer um agrado não?
Bom finde gurizada!



