O campeonato gaúcho de 1981 foi especial pro torcedor colorado. O seu maior adversário era o então campeão nacional, e que estava em busca do tricampeonato estadual. Com um time humilde e de poucas estrelas, a direção confiou no trabalho do jovem técnico Claudio Duarte e na preparação física de Gilberto Tim para readquirir a soberania das terras gaúchas.
Com um início claudicante, aos poucos Claudião (que já tinha sido o treinador vencedor do épico estadual de 1978, em seu primeiro ano como técnico) foi montando um time titular e dando a ele entrosamento. Começando pelo gol, onde Benitez desfilava sua costumeira segurança a defesa. Nas laterais, Betão e Rodrigues Neto. Na zaga, Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luiz se revezavam (Galvão atuou também como centromédio). Ademir Kaefer, Cleo, Sílvio, Bira e Silvinho completavam a equipe básica, que tinha perdido Jair numa troca com o Cruzeiro e Batista devido a uma perna quebrada. Aliás sobre Batista, cabe ressaltar que a mágoa de alguns colorados com ele é injustificada. Ele quebrou a perna defendendo o Inter como sempre o fez, cheio de garra e disposição, e terminou a temporada sem contrato ou garantia alguma de que continuaria no clube. Sua ida pro rival no ano seguinte foi culpa exclusiva da direção colorada, que abandonou à sorte o seu jogador de maior prestígio.
Fato é, que um desacreditado Internacional enfrentou o Grêmio na tarde de 29 de novembro de 1981 no estádio Olímpico. Antes do jogo começar, a cantora Gretchen desfilou e animou a torcida tricolor. Também o presidente Flavio Obino decidiu fazer uma volta olímpica em torno do campo, conclamando seus torcedores a ajudarem no esmagamento do adversário. Para azar dele (e da Gretchen), do outro lado estava o Internacional, algoz gremista de tantas e tantas ocasiões.
O ponta Silvinho foi o autor do gol ainda no primeiro tempo. Faltando pouco mais de dez minutos pro fim da partida o centroavante Baltazar empatou, resultado insuficiente para evitar novo título colorado no estádio gremista. O presidente José Asmuz comemorava seu primeiro título como presidente, e carregava consigo a camisa usada no segundo tempo pelo goleiro Benitez, que tinha prometido presentear-lhe caso conquistássemos o título. Essa camisa ficou com o ex presidente até recentemente, e veio há alguns meses para meu acervo. Curiosidade: embora o Inter tenha vestido Adidas entre 1977 e 1982, durante um período Benitez vestia camisas confeccionadas pela Malharia Terres, do Rio Grande do Sul. É o caso dessa belíssima peça.
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