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Retrospectiva do Inter, SchroderEUA

1910: O Refúgio na Várzea e o Silêncio das “Senhoritas”

Por Schroder_USA May 15, 2026 0 Comentários
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Continuamos nossa Nova Série Ano a Ano a História do Inter com 1910. Você vai conhecer a História do Inter como nunca antes…A direita no computador ou abaixo no celular temos agora a ‘Linha do Tempo Colorado” que faz os Links para as postagens dessa série. Vamos lá 1910!

O ano de 1910 foi o momento em que o “Clube do Povo” deixou de ser apenas um sonho de três irmãos para se tornar uma estrutura física e social em Porto Alegre. Vamos continuar essa história.

1910: O Refúgio na Várzea e o Silêncio das “Senhoritas”

Se você caminhasse pela Rua da Praia em uma tarde ensolarada de 1910, veria uma Porto Alegre tentando se comportar como uma metrópole europeia. Os homens de cartola e as mulheres em vestidos longos e elegantes seguiam uma etiqueta rigorosa. Curiosamente, essa etiqueta se estendia aos campos de futebol. O jornal Correio do Povo da época publicava recomendações inusitadas: pedia-se que os cavalheiros não gritassem ou se manifestassem de forma ruidosa durante os jogos, para não ofender as “senhoras e senhoritas” presentes. O futebol, em 1910, era um espetáculo de contemplação, quase como uma ida ao teatro.

Mas, para os jovens do Internacional, a rotina era menos silenciosa e muito mais suada. O ano começou com um desafio logístico: a Ilhota, onde o time treinava, era uma região baixa e constantemente castigada pelas enchentes do Guaíba. Cansados de jogar na lama, a diretoria tomou uma decisão histórica: o Inter mudaria sua base para o Campo da Várzea, localizado no que hoje é o Parque da Redenção.

A Conquista da Várzea e o Primeiro Pavilhão

A mudança para a Várzea foi um salto de patamar. O clube não apenas conseguiu um campo melhor, mas construiu um elegante pavilhão de madeira com capacidade para mil pessoas. Imagine a cena: o pôr do sol de Porto Alegre, o pavilhão lotado de famílias e o Inter finalmente tendo um lugar que podia chamar de seu, ainda que compartilhado com a vida vibrante do parque.

Foi nesse cenário que o Internacional começou a mostrar que os 10 a 0 do ano anterior haviam ficado no passado. O time estava mais encorpado, mais entrosado e, acima de tudo, mais respeitado.

O Ano das Primeiras Goleadas

Se 1909 foi o ano de “apanhar” para aprender, 1910 foi o ano de mostrar os dentes. O Inter começou a disputar o Campeonato Citadino e os amistosos com uma nova postura.

  • 26 de Junho: O Inter aplicou sua primeira grande goleada oficial: 5 a 0 no Nacional. Foi a prova de que o ataque colorado, liderado agora por nomes como Galvão e Nilo, tinha faro de gol.
  • 07 de Agosto: Outro passeio. Mais um 5 a 0, desta vez contra o 7 de Setembro. O Campo da Várzea estava se tornando uma fortaleza.
  • A “Sombra” do Gre-Nal: Em 17 de julho, o segundo clássico da história aconteceu. O Inter perdeu por 5 a 0. Doeu? Sim. Mas foi metade do placar do ano anterior. A distância para o rival, que tinha muito mais tempo de estrada, começava a diminuir.
  • O Encerramento com Chave de Ouro: O ano terminou com uma vitória espetacular de 7 a 2 sobre o Frisch Auff, em novembro. O Internacional fechava sua segunda temporada com saldo positivo e a alma lavada.

Fora de Campo: A Presidência de Henrique Poppe

Em 1910, o mentor intelectual do clube, Henrique Poppe Leão, assumiu a presidência oficial. Sob seu comando, o Inter se consolidou como um clube de classe média e estudantes, mantendo as portas abertas enquanto outros clubes se fechavam em círculos de elite. Luiz Poppe, seu irmão, continuava sendo o guardião das redes, voando entre as traves de madeira da Várzea para proteger o orgulho colorado.

Ao final de 1910, o Internacional já não era um “clube de rejeitados”. Era uma potência em ascensão, com pavilhão próprio, uma torcida que crescia a cada domingo na Redenção e a certeza de que o futuro seria pintado de vermelho.


Em 1910, o Internacional teve um calendário muito mais movimentado do que no ano de sua fundação, consolidando sua presença no cenário de Porto Alegre.

Saldo da Temporada de 1910
O Inter disputou 6 partidas oficiais (pelo Campeonato Citadino e amistosos de destaque):

Vitórias: 4
Empates: 0
Derrotas: 2
Gols Marcados: 20
Gols Sofridos: 11
Foi um ano de “tudo ou nada”: o time não empatou nenhuma vez, ou goleava com autoridade ou sofria derrotas para adversários mais experientes como Grêmio e Militar.

Ficha Técnica do Ano:

  • Presidente: Henrique Poppe Leão (O segundo presidente da história).
  • Capitão/Comandante: A figura do “técnico” ainda não existia; as decisões táticas eram tomadas pelo capitão em campo.
  • Estádio: Campo da Várzea (Parque da Redenção).
  • Grande Momento: A inauguração do pavilhão para 1.000 pessoas e as goleadas de 5 a 0.

Escalação Base de 1910 (Sistema 2-3-5): Este era o time que dominou a Várzea naquele ano:

  1. Goleiro: Lindenmeyer (Luiz Poppe também atuava)
  2. Zagueiro Direito: Mendonça
  3. Zagueiro Esquerdo: Picarelli
  4. Médio Direito: Volkmann
  5. Médio Centro: Dudu
  6. Médio Esquerdo: Antônio
  7. Ponta Direita: Luiz Poppe (que às vezes jogava na linha)
  8. Meia Direita: Ribeiro
  9. Centroavante: Nilo
  10. Meia Esquerda: Galvão
  11. Ponta Esquerda: Benjamin Vignoles

Principais Figuras:

  • Benjamin Vignoles: Um jogador técnico que se tornou um dos primeiros ídolos da torcida.
  • Lindenmeyer: O goleiro que trouxe segurança para a defesa colorada.
  • Galvão: O artilheiro das primeiras goleadas na Várzea.

Fontes:
As informações sobre a transição para a Várzea, as goleadas e os costumes da época foram cruzadas entre as seguintes fontes:

1-Site Oficial do Sport Club Internacional: Detalhes sobre a mudança do campo da Ilhota para o Campo da Várzea devido às enchentes.
2-Futebol80 (futebol80.com.br): Registros estatísticos de todos os jogos de 1910, incluindo placares e datas precisas.
3-Blog Colorados Anônimos: Fichas técnicas detalhadas das partidas contra o 7 de Setembro e o Nacional, com a lista de jogadores e autores dos gols.
4-Wikipédia (Lista de Presidentes do SC Internacional): Confirmação de Henrique Poppe Leão como o mandatário do ano de 1910.
5-Jornal Já (Arquivo Histórico): Relatos sobre a etiqueta social nos campos de futebol de Porto Alegre e as notas do Correio do Povo sobre o comportamento das “senhoritas” nos estádios.
6-Almanaque Histórico do Internacional: Base para a escalação base (2-3-5) e a identificação dos primeiros ídolos como Benjamin Vignoles.

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