Mais pontos desperdiçados pela total inoperância do ataque do Internacional. E também pela falta de maturidade do time em fazer faltas.
O jogo era todo do Inter, dominando as ações, o meio e jogando pelos lados, mas não temos atacante de área eficiente e chutamos pouco ao gol de média distância, o que estava acontecendo em jogos anteriores.
Em uma desatenção bárbara da defesa, e tanto de Torres, como de Bruno Gomes, o atacante do Coritiba entrou livre na área do Inter e completou. Sim, houve jogo perigoso em Bernabei, mas o time não pode ser juvenil ao ponto de parar a defesa e ficar esperando algum resultado de reclamação em vez de marcar.
Com o placar adverso, a pressão aumentou e o domínio novamente não resultou em gols.
O segundo tempo já começou com Vitinho, como tem sido, e o jogo era só no campo adversário. Aí Pezzolano viu que o Coritiba tinha abdicado de atacar e de ter a bola, sacou Matheus Bahia de boa atuação e colocou Borré.
O empate veio a partir de um chute que respingou na defesa e Borré aproveitou o vacilo da zaga e goleiro. O Inter seguiu pressionando e Pezzolano cometeu o erro capital da partida, colocando, de uma vez só, Alan Patrick, Tabata e Thiago Maia, a pura representação da indolência no Inter.
Claro que o treinador quer preservar o vestiário e deixa claro nas entrevistas, mas esse trio não pode jogar junto, por mais que os companheiros queiram.
Antes da saída de Bruno Henrique, que tomou conta da posição por absoluta falta de opções melhores, mas que tem feito boas partidas, tínhamos capitão. O Inter tomou o gol e não ficou nervoso desperdiçando bolas, e foi assim até o empate. Principalmente, não perdíamos bolas aéreas, e isso é posicionamento e orientação dentro de campo.
Com o ingresso da indolência, o time sentiu.
O Coritiba era um time que só se defendia e estava sem opções de ataque, esperando por uma bola parada, e o Inter concedeu, perto da área. Era um zagueiro avançando, depois de uma pipocada de Bernabei, a falta era para ser no nosso campo, e não esperar até estar ao lado da área.
Quem marca Tinga, no cruzamento após o rebote, é Thiago Maia, o sem vontade de estar aqui. Moledo sempre foi dominante na bola aérea, era o sujeito a ser marcado, mas não foi, e Rochet estava mal posicionado, cobrindo a segunda trave onde estavam dois adversários.
A partir daí, foi só pressão, e o Coritiba quase aumenta em bola no travessão. Quando o jogo se encaminhava para o fim, Vitinho, em bola espirrada, chuta e Torres só empurra no rebote do goleiro. Torres, porque nossos atacantes nunca estão perto do gol.
Torres também proporcionou uma chance salva por Vitor Gabriel, de boa atuação, não fosse a falta de maturidade na falta que resultou no gol. Villarga novamente soberano no meio e faz boa dupla com BH. Allex novamente sacrificado mais em função defensiva que Vitinho, e fora de posição. Ainda assim, uma pequena observação: contem o número de bolas que Allex recebe, e comparem com o número de bolas que Tabata recebeu.
Carbonero segue preguiçoso, e Pezzolano não acerta essa posição. Minha sugestão é tentar Allex ali, com liberdade para flutuar, mas sabemos que Carbonero não volta para marcar. O fato é que, seja com Alan Patrick, seja com Carbonero, o Inter cria pouco e conclui pouco, e essa é uma posição que precisa ser arrumada na parada da Copa.
Tabata retornou com vontade, ciscando para todo lado e errando todos os cruzamentos, e acho inadmissível um atacante, com o pé dominante, não acertar o gol chutando da linha da grande área.
Vou destacar outro lance que demonstra o problema dos nossos atacantes. A bola é cruzada na pequena área, e ninguém afasta; Borré correm em direção ao corpo do zagueiro, e não em direção à trajetória da bola. Nossos cruzamentos até acontecem no vazio, onde devem ser, mas nossos atacantes nunca estão ali.
O fato é que, embolado como está o campeonato, não podemos desperdiçar pontos como estamos fazendo, e precisaremos de fôlego nos reforços na janela.