Revisitando a minha memória recente de torcedor Colorado, esta que se ampara em desalento e melancolia, quase que tão somente, encontrei um breve escrito que fiz há dois anos, e que bem resume o que fizeram com o Internacional: um bis in idem. Reiterado e constante.
Senão vejamos:
“Um homem velho como eu já não deveria mais se surpreender com nada, principalmente quando o time do Internacional está envolvido na estória. Mas, mesmo assim, um homem velho como eu ainda consegue desejar largar de mão o Colorado.
Um homem velho como eu já não precisa mais se sujeitar a certas coisas. Mas, mesmo assim, um homem velho como eu ainda consegue se decepcionar com o Internacional. Em casa. No que é meu e mais uma vez é enxovalhado pelos outros.
Enfim, um homem velho como eu tendo de, ainda, se assombrar com as fiasqueiras do Internacional, só mostra que nunca é tarde para se surpreender negativamente com o velho Inter (das decepções) que tanto maltrata o seu torcedor.
Não foi porque perdeu, mesmo que isso tenha sido representativo há muito tempo; porém, como perdeu.
Quem não faz leva, um ditado velho. Como eu.
Preciso de um tempo de Internacional”.
Vejam que, em verdade, eu tenho me repisado aqui constantemente, pois isso é o Inter e já vai algum tempo: um mais do mesmo de sofrimento, desilusão e derrocada.
Antes de gritar Fora Roger; ou Fora Paixão; ou Fora Bisol, Mazucco, D’Alessandro, enfim… Experimentamos gritar com toda força que ainda nos resta um ‘FORA BARCELLOS’.
Neste looping de ir do nada a lugar algum muitos já passaram por aqui: treinadores, preparadores físicos, dirigentes, executivos… E só um foi sempre o Manda-Chuva: o Presidente.
Ou cai o Presidente, ou vai acabar caindo o Internacional.
Devolvam o nosso Internacional!
CURTAS
– Roger Machado já não tem mais o que fazer a frente do time desde maio. E o que mais assusta é o rumo do seu discurso, flertando com a mesma arrogância do nosso Manda-Chuva;
– Surpreenderia muito um anúncio de demissão do treinador ontem. Nosso Presidente desde sempre foge de decisões e terceiriza até quando fica insustentável. A realidade de agora é a mesma de sempre;
– Insistir no erro é burrice, todavia, e isso diz muito sobre quem conduz de verdade todo o processo;
– Nossa nova geração de Colorados está ressentida. O Gigante ontem emudeceu. A passividade da torcida é justificável, em partes. Só tem lhes restado esperança e desilusão;
– Na história tem algumas coisas que acontecem somente com o Internacional. Tipo assombração;
– Faz muito que as nossas Torcidas Organizadas não nos representam. Mas, a nota da última semana tem uma verdade absoluta: a partir de hoje tem muitos ali que precisam fazer as malas;
– Não vou ficar citando nome, todos aqui sabem quem tem que “zarpar”. A guilhotina tem que pegar, sem dó nem piedade;
– Nem o Capitão do time, que de Capitão não tem nada, escapa;
– Só que desta vez, para piorar, eu vi direção, treinador, time, todos passivos e conscientes da derrota. Antes de iniciar a partida, já;
– Eu me senti envergonhado do que vi do Internacional. E se os “atores” Colorados não sentiram o mesmo, então, é porque o fim já está mesmo próximo;
– Dito isso, confesso que espero pouco do treinador e dos jogadores no jogo de Minas Gerais;
– Aí quando se olha (e se pensa) no futuro do Internacional sob a óptica da política do Clube parece querer bater um desespero. Os atores de ontem, de hoje e os do amanhã são todos inqualificáveis;
-Mas, só pelo papelão do papel picado, ontem, Barcellos já merece um processo de impeachment;
– Pobre torcedor Colorado;
– Pobre Sport Club Internacional !!!
PERGUNTINHA
Até quando, Internacional?
Algum dia o nosso passado de tantas glórias haverá de voltar ao presente. E que Deus nos tenha piedade!
PACHECO