Quem pariu Ronaldo, que embale. Todavia, usando de licença poética ao que disse o personagem famoso do nosso cinema nacional, Ronaldo não nos propiciou sozinho aqueles dois passes imperitos, quiçá negligentes, que sepultaram – de vez – e uma vez mais, quem sabe, uma oportunidade de título nacional. À mente tacanha dos que comandam o Clube, hoje, e na mesma toada dos antecessores, possivelmente o único certame para além dos limites deste Rio Grande do Sul que ainda possamos sonhar e nos iludir, vez ou outra.
Junto com o boleiro que sequer deveria ter vindo, e que desde o início da temporada alerto que não tem futebol no corpo para vestir uma camisa com o peso que detém a do Sport Club Internacional, tem uma indicação limitada dum treinador que detém a mesma pecha, qual seja, é circunscrito, e detém uma diretoria amorfa que concordou em trazer e, o pior, executou a contratação; deixando claro que a ‘proposta de gestão’ que tanto ‘garganteou’ em campanha, já abandonou faz tempo.
Afinal, um título trivial de campeonato gaúcho é o troféu máximo de um povo que, a rigor, se esforça até para ser medíocre.
O fim da linha é cristalino para Roger Machado, cujas limitações como treinador o impedirão de caminhar mais longe. Entretanto, este gatilho ele não puxa sozinho. Se pegarmos os anos em detemos o atual Presidente no poder, a história não se constrói, ela meramente se repete num eterno círculo vicioso de incompetência, insensatez e desinteligência: na metade da temporada, quando todos vêem que o trabalho do treinador já não cativa mais os boleiros, insistem até não restar mais nada para além duma vaga qualquer de consolo. Trocam, enfim, o time descansa mais do treina e treina mais do que joga e, assim, começa a vencer uma, quatro, fica até – quem sabe – 16 rodadas sem perder. Aí perde e mostra que os problemas nunca deixaram de existir, mas apenas estão ali debaixo do tapete esperando o minuano lá da minha terra fazer revoada como pó.
Iludidos, pois amadores que são devem se iludir mesmo, na temporada seguinte sonham com título, contratam refugos sobrando no mercado, transformam um jogador em vitrine e ainda levam mais de mês para contratar e, logo, todo o ciclo se reinicia. O mais do mesmo, a rotina da melancolia. Ou, como gostam os filósofos do tempo atual: a roda dos ratos.
“Loucura é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, teria dito Einsten. Veterano que tem o que ensinar, a gente escuta e presta atenção.
O fim da linha é para Alessandro Barcellos como Presidente do Sport Club Internacional. Sem ‘curtas’, sem ‘perguntinha’, contudo, com a certeza de que o velho Colorado, combalido pelo indiferença de grande parte da Torcida, inclusive desse Colorado veterano.
É isso, ou esse fim da linha vai acabar sendo para o próprio Inter.
Nessa vida de Colorado eu vi de tudo. Mas, não, com tamanha indiferença como agora.
Salvamos o Sport Club Internacional, enquanto há tempo.
PACHECO